Ex-dirigente do Chega condenado por recurso à prostituição de menores

Agência Lusa , JGR
9 abr, 13:29
Nuno Pardal Ribeiro

Nuno Pardal Ribeiro foi condenado por um crime de recurso à prostituição de menores na forma consumada e por um crime de recurso à prostituição de menores na forma tentada

O antigo dirigente do Chega Nuno Pardal Ribeiro foi hoje condenado a um ano e três meses de prisão, com pena suspensa sob pagamento de 1200 euros, pelos crimes de recurso à prostituição de menores.

Segundo fonte próxima do processo, o Tribunal de Cascais decidiu hoje condenar Nuno Pardal Ribeiro por um crime de recurso à prostituição de menores na forma consumada e por um crime de recurso à prostituição de menores na forma tentada.

A notícia foi avançada pelo jornal Expresso e o processo em causa, que decorreu à porta fechada.

O processo conta ainda com outro arguido que foi condenado a uma pena suspensa de ano e seis meses, indicou à Lusa fonte judicial.

Nuno Pardal Ribeiro foi acusado de dois crimes de recurso à prostituição de menores e, de acordo com a acusação a que a Lusa teve acesso, o Ministério Público pediu ainda que Nuno Pardal Ribeiro fosse proibido de exercer funções públicas ou privadas que envolvam contacto com menores.

Em 2023, Nuno Pardal Ribeiro terá conhecido um jovem de 15 anos através de uma aplicação destinada a encontros, tendo combinado encontrar-se com o menor que é agora assistente no processo.

Para o Ministério Público, “o arguido sabia que o assistente tinha 15 anos de idade” e, mesmo assim, praticou atos sexuais a troco de dinheiro.

Segundo a acusação, Nuno Pardal Ribeiro pagou 20 euros ao menor, tendo combinado um segundo encontro que não chegou a acontecer. “O arguido agiu sempre de forma livre, voluntária e consciente, bem sabendo que a sua conduta era proibida e punida por lei”, lê-se na acusação.

Depois da acusação do Ministério Público, que foi noticiada pelo Expresso, Nuno Pardal Ribeiro apresentou, em fevereiro de 2025, a sua demissão da vice-presidência da distrital de Lisboa do partido, depois de renunciar ao mandato de deputado municipal.

Crime e Justiça

Mais Crime e Justiça