Morreu Nuno Morais Sarmento

7 mar, 10:08

Tinha 65 anos

Nuno Morais Sarmento, antigo ministro da Presidência, morreu na última noite aos 65 anos, apurou a CNN Portugal. O antigo governante foi encontrado sem vida na sua residência, em Lisboa.

Morais Sarmento teve um percurso marcado pela política e pelo serviço público. Natural de Lisboa, licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, em 1984. Antes disso, tinha concluído os estudos secundários no Liceu Camões, onde integrou a primeira Associação de Estudantes legalizada após o 25 de abril de 1974.

Militante da Juventude Social Democrata e, mais tarde, do Partido Social Democrata, foi eleito vice-presidente da estrutura partidária em 2002, quando o partido era liderado por Durão Barroso. Voltou a ocupar o mesmo cargo em 2004, já durante a liderança de Pedro Santana Lopes.

No Governo, desempenhou funções de ministro da Presidência no XV Governo Constitucional, liderado por Durão Barroso entre 2002 e 2004. Posteriormente, integrou o XVI Governo Constitucional, chefiado por Santana Lopes, como ministro de Estado e da Presidência, entre 2004 e 2005.

Ao longo da carreira, assumiu também vários cargos institucionais por nomeação pública. Foi membro da Comissão Nacional de Proteção de Dados Pessoais, representante de Portugal na Autoridade de Controlo Comum do Espaço Schengen e vogal do Conselho Superior do Ministério Público, cargo para o qual foi eleito pela Assembleia da República.

Entre 2008 e 2010, sob a liderança de Manuela Ferreira Leite, presidiu ao Conselho de Jurisdição Nacional do PSD. Mais tarde, apoiou a candidatura de Paulo Rangel nas eleições diretas do partido em 2010, que acabaram por ser vencidas por Pedro Passos Coelho.

Em agosto de 2024 foi nomeado presidente da Fundação Luso-Americana para o mandato de 2024 a 2029. No entanto, abandonou o cargo em janeiro seguinte, alegando não reunir, naquele momento, as “condições pessoais e de saúde necessárias” para continuar.

Desde julho desse mesmo ano que era comentador da CNN Portugal, onde participava regularmente no Jornal da CNN com o espaço de análise “Mais Positivo”.

Nos últimos anos o político tinha enfrentado problemas graves de saúde. Em 2023 tinha revelado que sofria de cancro do pâncreas. A doença levou-o a ser submetido a 12 operações e a enfrentar um longo período de internamento hospitalar, que se prolongou por quase dois anos e durante o qual chegou a estar entre a vida e a morte.

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