Ministro diz que Portugal era "um dos países mais atrasados no sentido dos investimentos que estão decididos nesse âmbito" e que o Governo decidiu antecipar "a meta dos 2% em linha com os alvos capacitares da NATO"
O ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, afirmou que a antecipação do objetivo de atingir o investimento de 2% do PIB em Defesa ainda este ano tem "como pressuposto dar retorno e fazer crescer a economia".
"Há compromissos que estão feitos e há pressupostos para os investimentos. Os compromissos são no âmbito da NATO, a meta na modernização de bens, infraestruturas e equipamentos tem que estar em linha com os alvos capacitares da NATO, mas este investimento tem como pressuposto dar retorno e fazer crescer a economia portuguesa, não o contrário", disse.
Nuno Melo falava aos jornalistas à chegada ao Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, onde decorre a tomada de posse dos secretários de Estado do XXV Governo Constitucional.
O ministro referiu que Portugal era "um dos países mais atrasados no sentido dos investimentos que estão decididos nesse âmbito" e o Governo decidiu antecipar "a meta dos 2% em linha com os alvos capacitares da NATO".
"Em cada aquisição ou modernização de bens, infraestruturas ou equipamentos terá que haver um retorno significativo para a economia portuguesa e em nenhuma circunstância o investimento de Portugal na defesa poderá pôr em causa o bom comportamento da economia, muito pelo contrário, tem que reforçar o comportamento da economia" através "do envolvimento da base tecnológica industrial da defesa nacional e o cumprimento das metas", indicou.
O ministro salientou que "os investimentos na defesa só serão feitos desde que haja esse retorno para a economia portuguesa, cumprimento das prestações sociais".
"Quando eu digo que as Forças Armadas vão adquirir bens ou equipamentos ou modernizar infraestruturas, vão envolver a base tecnológica e industrial da defesa nacional, isso significa que as empresas portuguesas vão estar diretamente envolvidas neste processo, vão gerar riqueza, vão criar emprego", sustentou
O ministro da Defesa Nacional não adiantou números ou prazos, dizendo apenas que "haverá um momento para tudo".
Também em declarações aos jornalistas à chegada à cerimónia de tomada de posse, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, disse que tem um dos desafios que tem em mãos é a privatização da TAP.
Questionado se o Governo mantém a calendarização para este ano, respondeu "vamos tentar".
Já o ministro de Estado e das Finanças não quis responder sobre as previsões do Banco de Portugal, que continua a prever um regresso aos saldos orçamentais negativos já este ano, tendo agravado a previsão do défice de 2026 para 1,3% do PIB).
"Estamos todos muito para resolver os problemas do país, sempre contas públicas equilibradas", disse, por seu turno, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro.