Notícia está a ser avançada em exclusivo pela NBC News, que cita cinco fontes com conhecimento das discussões
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos está a trabalhar numa nova estratégia militar nuclear focada em potenciais ameaças da China e da Rússia, noticiou a NBC News esta quarta-feira, citando cinco fontes com conhecimento da matéria.
De acordo com as fontes, a nova estratégia prevê a possível utilização de armas táticas de curto alcance caso os EUA se envolvam num conflito regional com a China ou com a Rússia.
O Pentágono sublinha que não se deve permitir que a China utilize o seu crescente arsenal nuclear para expandir a sua influência na região do Indopacífico, destacando também que os EUA estarão prontos a reagir caso a Rússia passe a representar um risco acrescido para a NATO.
A notícia surge um dia depois de se ter ficado a saber que o Japão planeia reforçar as suas capacidades militares perante o que considera ser a crescente coordenação de segurança entre a China, a Rússia e a Coreia do Norte, que Tóquio considera que gera riscos de segurança cada vez maiores.
A informação consta do Livro Branco anual do Ministério da Defesa do Japão, que a Bloomberg consultou, e no qual é salientado que os voos conjuntos de bombardeiros estratégicos chineses e russos nas proximidades do Japão têm vindo a ocorrer pelo menos uma vez por ano no Indopacífico desde 2019.
"Os voos conjuntos de bombardeiros chineses e russos e os exercícios navais visam claramente demonstrar força contra o nosso país e representam uma séria preocupação para a segurança nacional", é referido no Livro Branco.
Em dezembro e novamente em junho deste ano, os dois países sobrevoaram ilhas do sul do Japão e seguiram em direção a Tóquio pela primeira vez, adianta a Bloomberg. De acordo com dados do Ministério da Defesa divulgados no mês passado, o aumento da atividade levou a uma mobilização recorde de caças nipónicos durante o primeiro trimestre deste ano, representando o número mais elevado em três anos.
No mesmo documento de defesa, o Japão salienta que os bombardeiros russos e chineses estão a realizar patrulhas cada vez mais provocatórias e também que Moscovo está a apoiar ativamente a modernização militar da Coreia do Norte. As manobras militares em crescendo têm ocorrido em paralelo com as tentativas de Pequim de pressionar a atual primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, a retirar declarações sobre a autonomia de Taiwan proferidas no parlamento em novembro do ano passado.
