Informado em todas as frentes, sem interrupções?
TORNE-SE PREMIUM

Paulo Raimundo diz que opção do PS de "dar a mão" ao Governo é "errada"

Agência Lusa , MCC
7 jun 2025, 15:11
Paulo Raimundo (LUSA/António Cotrim)
Adicione a CNN como fonte preferidaSiga-nos no Google News ?Saiba mais

O secretário-geral do PCP manifestou ainda as suas opiniões sobre as escolhas de Luís Montenegro para o novo Executivo

O secretário-geral do PCP disse este sábado que a “opção” do PS de “dar a mão ao Governo” e “viabilizar a sua política é errada” e que o país “chegou ao que chegou pelos compromissos de regime” entre PSD e PS.

“O PS decidiu por sua opção própria não só dar a mão ao Governo, como viabilizar a sua política. É uma opção errada, na nossa opinião, mas está assumida e é com eles”, disse Paulo Raimundo, em Viana do Castelo.

Questionado pelos jornalistas sobre os cinco pactos de regime propostos por José Luís Carneiro na candidatura à liderança do PS, o líder comunista afirmou que não os conhece “com pormenor” e adiantou que o país “chegou ao que chegou pelos compromissos de regime entre o PSD e o PS”.

“Não houve nada que acontecesse no nosso país que não tivesse um compromisso de regime do PS e do PSD. Até as revisões constitucionais”, frisou.

Durante o discurso que proferiu este sábado no jardim marginal de Viana do Castelo durante uma sessão pública da CDU, Paulo Raimundo acrescentou não ter ficado “nada” admirado com a recondução da ministra da Saúde no “novo-velho Governo” que tomou posse esta semana por considerar que Ana Paula Martins está a “cumprir à risca o desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

“Está a cumprir o Programa do Governo, os desígnios daqueles que querem fazer da doença um negócio. A ministra da Saúde está a levar à risca as ordens e orientações que tem, desmantelar o SNS e transferir para o setor privado, para os grandes grupos económicos, o negócio da doença. Está a cumprir à risca e é por isso que ela se mantém de pedra e cal para cumprir esse desígnio”, afirmou aos militantes que participaram na sessão pública.

Já em declarações aos jornalistas, questionou a criação do Ministério da Reforma do Estado e da Administração Pública.

“Modernizar o Estado para quê? […] Para o Estado responder melhor às situações do SNS, da habitação, da escola, é para isso? Sabemos que não. Vai-se reformar o Estado para que o Estado corresponda aos interesses daqueles que querem sacar mais recursos, mais benefícios, mais benesses. Não são os do Rendimento Social de Inserção que estão a contar com isso”, criticou.

Sobre a junção das pastas da Cultura, Juventude e Desporto num ministério único, Paulo Raimundo disse que “expressa bem um pensamento”.

“É revelador que a opção do Governo tenha sido acabar com o Ministério da Cultura […]. Não nos vale muito ter um Ministério da Cultura que depois não tenha uma política cultural para o país, ao serviço das pessoas e ao serviço daqueles que trabalham na cultura, mas é um sinal”, observou, recusando pronunciar-se sobre a nomeação da jurista Margarida Balseiro Lopes para o cargo.

Paulo Raimundo apenas referiu que não tem curso superior, mas está convencido de que dava “um belo ministro da Cultura”.

Relacionados

Informação em todas as frentes, sem distrações? Navegue sem anúncios e aceda a benefícios exclusivos.
TORNE-SE PREMIUM

Governo

Mais Governo