Portugal já enviou 170 toneladas de ajuda em material bélico e não bélico à Ucrânia

Agência Lusa , NM
4 mai, 15:33
Ministra da Defesa, Helena Carreiras, visita o Campo Militar de Santa Margarida (Paulo Cunha/LUSA)

Forças Armadas estão ainda disponíveis para receber feridos de guerra e refugiados

Portugal já enviou mais de 170 toneladas de material bélico e não bélico para a Ucrânia, indicou a ministra da Defesa, esta quarta-feira, no Montijo.

“Estamos a enviar material, temo-lo feito, e isso tem sido anunciado. Vamos continuar a apoiar na medida das nossas possibilidades. Enviaámos já um total de 170 toneladas de material bélico e não bélico, incluindo material médico, e continuamos a avaliar a possibilidade de manter esse apoio”, disse Helena Carreiras.

Segundo a ministra, existe também "disponibilidade, nas instalações das Forças Armadas, para acolher cerca de 40 feridos que possam vir, e para acolher refugiados ucranianos – cerca de 300 lugares - numa primeira receção". "Vamos continuar a conversar, como tenho feito até aqui, com o meu homólogo ucraniano, no quadro de alianças mais alargadas de países que procuram articular esforços, para coordenar melhor a eficácia desse trabalho de apoio e fazer a nossa parte neste momento difícil”, acrescentou.

Helena Carreiras, que falava aos jornalistas durante uma visita à Base Aérea do Montijo, “para conhecer um pouco melhor a Força Aérea”, adiantou ainda que Portugal está a avaliar a possibilidade de enviar mais armamento para a Ucrânia, correspondendo ao apelo governo ucraniano.

"Melhorar, reforçar e modernizar" Forças Armadas

No que respeita às Forças Armadas, Helena Carreiras reconheceu que é preciso “melhorar, reforçar e modernizar” e disse concordar com a perspetiva do Presidente da República, que pediu um reforço de meios.

“Naturalmente, concordo com o senhor Presidente, como o senhor primeiro-ministro também concordou com o senhor Presidente da República. E isto numa perspetiva de que temos de fazer esse trabalho de reforço, de requalificação, de melhoria, progressivamente”, disse.

“São os desafios estruturais que temos, que não se resolvem no momento”, acrescentou a ministra, assegurando que os recursos disponíveis "são suficientes para os compromissos e para as missões que Portugal se comprometeu a realizar, designadamente no quadro da Nato".

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