Permite acolher foguetões capazes de percorrer longas distâncias
Através de imagens de satélites é possível ver uma nova construção: está agora concluído o novo cais marítimo na principal estação de foguetões espaciais da Coreia do Norte - que "permite o transporte de componentes de foguetões de maiores dimensões do que os anteriormente possíveis por caminho de ferro", segundo o operador de satélites ICEYE, citado pela agência Reuters.
Segundo os meios de comunicação norte-coreanos, em 2022 o líder norte-coreano, Kim Jong-un, ordenou a modernização e expansão da estação de lançamento de foguetões de Sohae de forma a garantir o lançamento de vários foguetões, incluindo os capazes de transportar satélites de espionagem militar.
Foi através desta estação de Sohae que foram lançados os satélites espiões, bem como realizados outros testes de foguetões, segundo o ICEYE. Agora, a estação consegue acolher foguetões capazes de percorrer longas distâncias.
O novo cais colocou um satélite em órbita e trouxe a possibilidade de testar vários componentes de mísseis, incluindo motores de foguetes e veículos de lançamento espacial que requerem uma tecnologia parecida àquela que é utilizada nos mísseis balísticos intercontinentais, segundo dirigentes sul-coreanos e norte-americanos.
Segundo o ICEYE foram precisos mais de dois anos, cerca de 28 meses, para que tudo ficasse pronto e de acordo com os relatórios iniciais do local.
As imagens do passado dia 9 de julho mostram um novo cais e navios, algo que, também segundo a ICEYE, pode ajudar a melhorar as capacidades logísticas de Sohae.
A expansão não deverá ficar por aqui. Segundo a 38 North, que fornece análises sobre a Coreia do Norte com sede em Washington, continua a haver trabalhos na expansão das infraestruturas rodoviárias e ferroviárias nas instalações. Imagens de satélite captadas pela empresa Planet Labs revelam também o que parece ser um cais em construção na zona costeira.
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A Coreia do Norte, que acusou os Estados Unidos e os seus aliados de os ameaçarem com "políticas hostis", defende-se e afirma que as atividades militares que leva a cabo são um direito soberano e destinam-se apenas à autodefesa.