Lucros do Novo Banco quase duplicam mas há menos 303 trabalhadores e 45 balcões

Agência Lusa , CV
1 ago, 17:11
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No primeiro trimestre deste ano os lucros do Novo Banco foram de 266,7 milhões de euros

O Novo Banco registou, no primeiro semestre deste ano, lucros de 266,7 milhões de euros, um aumento de 93,7% em relação a igual período do ano passado, adiantou a instituição, em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Na nota, o banco indicou que este é um “sólido desempenho do negócio com incremento da rentabilidade apesar do atual contexto macroeconómico caracterizado por pressões inflacionistas e consequente volatilidade das taxas de juro”.

No mesmo período, destacou, “a margem financeira totalizou 268,0 milhões de euros”, menos 7,3% face ao primeiro semestre de 2021, “refletindo a evolução estável da taxa média do crédito a clientes e o efeito das emissões de dívida sénior no 4T21 [quarto trimestre de 2021] e das taxas de juro negativas nas aplicações do mercado monetário”.

Paralelamente, as “comissões de serviços a clientes ascenderam a 144,4 milhões de euros (+6,5% vs 1S21 [primeiro semestre de 2021), espelhando um sólido desempenho e mantendo a tendência positiva dos últimos trimestres”, referiu.

Para além disso, foi adiantado no mesmo comunicado que o Novo Banco fechou o primeiro semestre deste ano com menos 303 trabalhadores e 45 balcões do que no período homólogo, tendo ainda assim os custos operativos aumentado em 2,2%.

Na nota, a instituição, que era até esta segunda-feira liderada por António Ramalho, substituído agora por Mark Bourke, indicou que a 30 de junho deste ano “tinha 4.167 colaboradores” menos 26 do que em dezembro e menos 303 face a junho de 2021.

Paralelamente, em 30 de junho, “o número de balcões ascendia a 304”, uma redução de sete face a dezembro e de 45 em termos homólogos, destacou.

Ainda assim, “os custos operativos apresentaram um aumento face ao período homólogo (+4,6 milhões de euros)”, ou 2,2%, indicou.

“A diminuição dos custos com pessoal, reflexo da diminuição do número de colaboradores, não foi suficiente para compensar o aumento nos gastos gerais e administrativos e nas amortizações devido ao continuado investimento na transformação, otimização e simplificação da organização e dos seus processos em função do seu programa estratégico”, referiu a instituição.

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