REVISTA DE IMPRENSA || Pagamento dos prémios está associado a um plano de incentivos criado em 2017
A venda do Novo Banco ao grupo francês BPCE, por 6,4 mil milhões de euros, deverá render cerca de 1,1 mil milhões em prémios aos gestores do fundo norte-americano Lone Star e a quadros ligados à instituição. Segundo o Público, este valor corresponde a aproximadamente um terço do apoio público mobilizado para salvar o banco.
O fundador do Lone Star, John Grayken, e o atual CEO, Donald Quintin, estão entre os principais beneficiários, seguidos de outros dirigentes e membros do Conselho Geral e de Supervisão. Também executivos como António Ramalho, que liderou o Novo Banco durante seis anos, deverão receber entre sete e dez milhões de euros.
O pagamento dos prémios está associado a um plano de incentivos criado em 2017, quando o Lone Star adquiriu 75% do Novo Banco com a proteção de um mecanismo público de capital contingente de 3,9 mil milhões. Esse plano previa compensações adicionais caso a venda fosse lucrativa, garantindo o alinhamento de interesses entre gestores e acionistas.
Com a concretização da operação, esperada para 2026, o Lone Star deverá arrecadar uma mais-valia líquida superior a dois mil milhões de euros, da qual sairá a fatia destinada a bónus milionários.