Proposta propõe ainda aumento das taxas aeroportuárias e uma evolução para cerca de 52 milhões de passageiros em 2060
A proposta da ANA para conseguir a concessão do Novo Aeroporto de Lisboa prevê a abertura da infraestrutura em meados de 2037, com um orçamento de construção estimado em 8,5 mil milhões de euros. O projeto da empresa foi revelado esta sexta-feira e fala de uma evolução para cerca de 52 milhões de passageiros em 2060.
Para isto, pedem ainda ao Governo uma extensão da concessão por mais 30 anos, de forma a amortizar o investimento na infraestrutura. O documento foi entregue há um mês ao Governo após o Executivo de Montenegro ter dito que quer a atual concessionária na corrida à construção do aeroporto Luís de Camões.
Segundo a proposta agora entregue, a infraestrutura planeada para o novo aeroporto contempla uma capacidade inicial de 45 milhões de passageiros. O plano é que este novo hub inclua uma área de quase 2.500 ha no local do Campo de Tiro de Alcochete, mais de 5 vezes a área atual do aeroporto de Loures.
Já a duração da construção do novo aeroporto, “após as diversas fases de design e autorizações”, é estimada em aproximadamente 6 anos. As obras, prevê a empresa, serão complexas: “um longo tempo de preparação”; “movimentações de terras significativas (superior a quarenta milhões de metros cúbicos)”; “questões associadas ao fornecimento e sourcing de materiais”, são alguns dos problemas esperados.
A viabilidade do projeto depende ainda de um “programa alargado” de infraestruturas que contempla infraestruturas já anunciadas pelo ministério de Miguel Pinto Luz, como a terceira travessia do tejo e novas redes de acessos rodoviários e ferroviários de e para a cidade de Lisboa.
A construção do novo aeroporto de Lisboa, avisa a empresa, “implicará um investimento de capital sem precedentes”. Para financiar o projeto, a Ana pede também que seja introduzido um “aumento anual progressivo das taxas aeroportuárias do Aeroporto de Lisboa”, de 2026 a 2030. “Este aumento, e a sua implementação tão cedo quanto possível, é essencial para gerar capacidade financeira desde o início, financiar o novo aeroporto e manter a rentabilidade da concessão”.
