Imagens exclusivas da TVI mostram por que razão a opção do Governo é a mais cara — e também a mais arriscada
O futuro aeroporto Luís de Camões está projetado para os terrenos com maior risco de sofrerem inundações na margem sul do Tejo.
Já se sabia que a localização assumida pelo Governo era a mais cara, representando um prejuízo direto para o Orçamento do Estado, entre 25 mil milhões e 35 mil milhões de euros. Os acontecimentos da passada semana vieram provar que também é a mais arriscada.
A engenharia resolve parte dos problemas, à custa do maior movimento de terras alguma vez feito em Portugal: 34 milhões de metros cúbicos, o equivalente a um aterro compacto, do tamanho da Avenida da Liberdade, com 400 metros de altura, ou a uma torre de cinco quilómetros de terra com a configuração do Estádio da Luz.
Só que isso, como a concessionária sempre avisou, tornará a obra muito mais dispendiosa.
Os acessos são um problema diferente, na medida em que naquela zona serão sempre mais vulneráveis a inundações. Paulino Pereira, perito em Geotecnia, Transportes e Vias de Comunicação, defende a relocalização do projeto. Em sua opinião, o aeroporto ficaria mais seguro em Rio Frio, Montijo ou mesmo em Alcochete, mas na parte mais alta e mais próxima de Lisboa.