Equipa de salvamento em helicópteros conseguiu encontrar e resgatar a cadela Molly que tinha ficado sozinha depois de a dona ter caído de uma cascata na Nova Zelândia
Quando Jessica Johnston caiu de uma cascata de quase 55 metros de altura na Nova Zelândia, teve sorte em sobreviver. E teve ainda mais sorte, uma semana mais tarde, quando uma equipa de helicópteros encontrou a sua cadela desaparecida, Molly, a tremer e sozinha, no meio do mato.
Molly, uma border collie, estava a fazer a caminhada com Jessica por um terreno montanhoso numa zona remota do Vale Arahura, na costa oeste da Ilha do Sul. Jessica tinha publicado fotografias no Facebook das suas aventuras, acampando e atravessando picos de montanhas nevadas.
No entanto, quando Jessica escorregou no cimo de uma cascata, a 24 de março, separou-se de Molly. Quando os socorristas chegaram para a levar para o hospital não conseguiram encontrar a sua fiel companheira em lado nenhum.
A notícia do desaparecimento da cadela espalhou-se rapidamente na Nova Zelândia e, no domingo, milhares de dólares tinham sido angariados através de uma campanha de crowdfunding por uma empresa de helicópteros que se ofereceu para a procurar.
"Um enorme obrigado a tantas pessoas que fizeram donativos para iniciar a busca da cadela Molly", publicou a Precision Helicopters na sua página do Facebook. "O plano é fazer a primeira busca na terça-feira, em condições meteorológicas favoráveis, com uma sofisticada tecnologia de imagens térmicas vinda de (Christchurch) e uma boa equipa de voluntários."
Foi angariado dinheiro suficiente para três horas de voo. E nessa janela, milagrosamente, encontraram-na, molhada e com frio, na base da cascata.
"MOLLY FOI ENCONTRADA!!!", publicaram no Facebook.
O vídeo mostrava Molly encharcada entre um monte de pedras, enquanto um tripulante a apanhava e a transportava para o helicóptero. Ao aterrar, Molly correu em direção à sua dona, entusiasmada, enquanto Jessica Johnston, visivelmente emocionada, limitada por um gesso no braço direito, se baixou lentamente até ao chão para abraçar o animal.
"Ela passou uma semana muito complicada. Mas agora que estamos as duas de volta a casa, posso acrescentar esta aventura à lista", escreveu Jessica na sua página no Facebook na terça-feira, acrescentando: "Apesar de tudo, foi uma ótima viagem antes de as nossas vidas ficarem viradas do avesso."
O piloto Matt Newton explica que a missão de resgate de Molly foi um desafio e que a tripulação tinha tentado encontrar o cão mais cedo, a partir do ar. "Estivemos três vezes na zona à sua procura, mas não tivemos sorte", conta.
A equipa apercebeu-se então que precisava de melhor equipamento, pelo que recorreu a uma câmara de imagem térmica. "Assim que conseguimos as pessoas certas a bordo com aquele equipamento e o dia perfeito para o fazer, ganhámos o jackpot", recorda.
Newton acredita que Molly sobreviveu comendo pequenos animais, possivelmente gambás - marsupiais considerados uma praga na Nova Zelândia.
Molly já estava a brincar com a tripulação quando chegou à base do helicóptero. "Ela estava em muito boa forma, um pouco abatida, mas acho que parecia saber que estava a ser resgatada", conta o piloto.
Agora que a Molly está em casa, deseja as maiores felicidades a Jessica Johnston. "Acho que ela vai curar-se muito melhor com o cão ao seu lado."