opinião

É urgente um melhor SNS

5 mai, 10:13

Notas Soltas

A saúde é a dimensão da vida que mais preocupa as sociedades. Está sempre subjacente a linha de fronteira entre a "Vida" e a "Morte". Todos almejamos viver com a qualidade e dignidade possíveis e não sofrermos à medida que a idade vai avançando e as doenças surgem. 

Para os governos, o desafio é imenso e exigem-se respostas prontas e eficazes. 

No caso da Europa, as atenções que o sector da saúde coloca são prementes: uma esperança de vida que ronda os oitenta anos e uma população cada vez mais envelhecida. Em Portugal, a esperança média de vida aumentou cinco anos entre 2000 e 2017, superior à média da União Europeia e que compara favoravelmente com países com maior nível de desenvolvimento económico e social como o Reino Unido, a Alemanha e a Dinamarca. Maior sobrevivência nas mulheres, que vivem em média mais 6,2 anos que os homens.

É certo que os avanços da medicina nos últimos anos inspiram-nos uma certa tranquilidade, mas é preciso muito mais. 

O Serviço Nacional de Saúde foi, porventura, uma das maiores conquistas no período pós-revolucionário. Todos o reconhecem. Porém, há ainda cerca de um milhão de portugueses que não têm médico de família e, nos hospitais, é preciso esperar longos meses por uma consulta ou cirurgias. É difícil de compreender até porque a Ordem dos Médicos tem sublinhado que não há falta de médicos em Portugal, mas uma deficiente distribuição dos mesmos. 

“Nos países desenvolvidos tem vindo a ser identificado, nos últimos cinquenta anos, um padrão muito semelhante de evolução demográfica, caracterizado por uma “marcha silenciosa” a caminho de uma sociedade, não apenas mais envelhecida, mas também mais pobre… As sociedades modernas caminham a, passos largos, para um contexto social em que predominam os cidadãos com mais de sessenta e cinco anos de idade, na sua grande maioria em fase de inactividade profissional e com elevados níveis de dependência dos sistemas de proteção social, quer no âmbito das pensões quer no contexto do sistema de saude”. Esta é uma das muitas considerações do livro que acaba de ser publicado “Saúde em Portugal- Pensar o Futuro“, coordenado pelo antigo ministro da saúde, Adalberto Campos Fernandes. O livro é uma fonte inesgotável de notícias. Ficamos, por exemplo, a saber que uma parte substancial dos Portugueses não acredita no SNS em termos de resposta rápida, o que explica que procurem situações alternativas. 

Segundo os dados da Associação Portuguesa de Seguradores, 50 por cento dos residentes em Portugal terão, actualmente, uma segunda cobertura de saúde através de subsistemas e seguros de saúde. No que se refere em concreto aos seguros, assistiu-se a um crescimento de 29 por cento entre 2019 e 2021. “ É imperioso reverter esta situação…porque é sinal da dificuldade de exercício dos direitos fundamentais; segundo, porque mesmo com este sobre esforço financeiro, as pessoas continuam a não ver as suas necessidades em saúde satisfeitas…”. 

Voltarei ao tema. 

É obrigatório pensar nisto: É urgente um melhor SNS. Com a saúde, não podem existir passos em falso e adiamentos. A saúde é o bem fundamental. 

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