O tribunal considera que o mês que Høiby, de 29 anos, passou em casa é pouco tempo para determinar “como o acusado irá lidar com a liberdade depois da detenção”, pelo que o risco de voltar a cometer crimes permanece intacto
Um tribunal de Oslo decidiu esta segunda-feira prolongar por mais quatro semanas a prisão preventiva em regime domiciliário do filho da princesa Mette-Marit da Noruega, Marius Borg Høiby, condenado em junho passado a quatro anos de prisão por dois casos de violação e por maus-tratos a uma das suas ex-namoradas.
O tribunal rejeitou o pedido de Høiby para ser colocado em liberdade, embora com outro dispositivo eletrónico, por considerar que existe o risco de voltar a contactar uma das suas vítimas, como já aconteceu em fevereiro, situação que levou à sua colocação em prisão preventiva.
“Existe um risco de retoma do contacto com as vítimas, com o risco subjacente de serem cometidos novos atos puníveis”, indicou hoje o tribunal, que em julho tinha autorizado, pela primeira vez, o regime de prisão domiciliária.
O tribunal considera que o mês que Høiby, de 29 anos, passou em casa é pouco tempo para determinar “como o acusado irá lidar com a liberdade depois da detenção”, pelo que o risco de voltar a cometer crimes permanece intacto.
A decisão estabelece que o jovem, fruto de uma relação de Mette-Marit anterior ao casamento com o príncipe herdeiro Haakon, deve permanecer em casa, na residência de Skaugum, onde também residem os príncipes herdeiros, embora noutra propriedade, salvo quando tiver de sair por motivos de trabalho, estudos, tratamento ou consultas relacionadas com doença.
Um dos motivos apresentados na altura por Høiby para obter a prisão domiciliária foi a doença da mãe, que recebeu recentemente um transplante pulmonar devido ao agravamento da fibrose pulmonar crónica diagnosticada em 2018.
Høiby, que não faz parte da Casa Real, deve entregar regularmente às autoridades prisionais análises à urina para provar que não consumiu drogas.
O jovem, que admitiu ter problemas com o álcool e as drogas, foi condenado em primeira instância por 34 dos 39 crimes de que foi acusado, entre os quais duas violações, maus-tratos, agressões, ameaças, posse de marijuana, violação de ordens de afastamento e infrações rodoviárias graves.
Foi ainda condenado a pagar uma indemnização conjunta de 640 mil coroas norueguesas (cerca de 58 mil euros) a quatro vítimas.
Høiby recorreu da condenação e espera-se que o julgamento de recurso tenha lugar no próximo ano, embora ainda não tenha sido definida uma data.
