Informado em todas as frentes, sem interrupções?
TORNE-SE PREMIUM

Plataforma Steam retira jogo que incitava ao abuso de personagens femininas

11 abr 2025, 09:13
No Mercy

Jogo já tinha sido banido na Austrália, no Canadá e no Reino Unido. Agora ficou também indisponível em Portugal e noutros países

O jogo que tinha como lema "torna-te o pior pesadelo das mulheres" e que estava disponível na maior plataforma de videojogos do mundo, a Steam, foi retirado da mesma. 

Em comunicado, a Zerat Games, responsável pelo jogo, diz compreender que "para muitas pessoas estas coisas possam ser nojentas", mas que, "apesar de muitas pessoas o quererem tornar algo mais, continua e continuará a ser um jogo".

“Compreendemos completamente que para muitas pessoas estas coisas possam ser nojentas mas, durante o sexo, as pessoas devem realmente fazer o que querem desde que não prejudiquem ninguém. Se, após lerem o nosso comunicado, continuarem a considerar que um jogo destes não devia ter sido criado, então pedimos desculpas. Ao mesmo tempo, gostaríamos que fossem um pouco mais abertos a fetiches humanos que não prejudicam ninguém, ainda que vos possam enojar. Isto é apenas um jogo e, apesar de muitas pessoas o quererem tornar algo mais, continua e continuará a ser um jogo”, lê-se no comunicado.

Esta sexta-feira, na plataforma, o jogo, que foi banido na Austrália, no Canadá e no Reino Unido, continua com a página ativa, mas já não é possível comprar.

"'No Mercy' já não está disponível na loja Steam", lê-se, numa legenda que se pode ver também na imagem associada ao artigo.

Em Portugal, o jogo para maiores de 18 anos - sendo que basta um simples clique para aceder à página do videojogo onde são apresentadas várias imagens pornográficas - estava disponível em inglês e tinha um custo de 11,79 euros. 

Nuno Markl, apresentador e geek confesso, criticou a plataforma por aceitar "vender um jogo independente manhoso, grotesco, cujo objetivo é, exclusivamente, abusar do máximo de personagens femininas - percebemos uma vez mais o quão desigual é este braço de ferro que temos de fazer com o mundo para que os miúdos não se tornem psicopatas".

"Juro-vos: nunca pensei viver para ver este estado de coisas. Machismo e misoginia sempre houve. Mas agora é trendy, comercializável, nem que acabe em violência e morte. Isto é uma distopia criada por homens de merda para formar novos homens de merda. Rapazes, querem ser Homens a sério? Sejam contra isto. Ser a favor disto é ser mais fraco que um inseto", escreveu. 

Informação em todas as frentes, sem distrações? Navegue sem anúncios e aceda a benefícios exclusivos.
TORNE-SE PREMIUM

Tecnologia

Mais Tecnologia

Mais Lidas