Será que consegue vestir esta camisola?

17 jun, 11:00
Ronaldo no Mundial 2002 (AP Photo/Amy Sancetta)
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FIO DE JOGO || O desafio é retórico para o leitor, mas não o foi para Edmílson e Diego Forlán

Esta quarta-feira trazemos não uma camisola, mas sim uma linha muito popular e que conquistou admiradores em todo o mundo… menos no campo.

No início dos anos 2000, a guerra entre Nike e Adidas estava no pico. Ambas as marcas tentavam ser inovadoras no marketing, produzindo anúncios complexos com os melhores jogadores do mundo, mas também na tecnologia.

Para o Mundial de 2002, a Nike decidiu implementar uma novidade para combater o calor húmido da Coreia do Sul e do Japão. A marca americana desenvolveu a tecnologia Coolmotion, que consistia em duas camadas, uma interior, semelhante a um colete, e outra exterior, e com uma zona respirável debaixo dos braços. Essencialmente, o objetivo do design era permitir que o ar circulasse para dentro e para fora da camisola, de modo a refrescar o jogador.

Mas nem tudo correu como planeado. As duas camadas ficavam coladas de forma frequente, principalmente quando a camisola ficava molhada. Ao longo de 2002 houve dois incidentes virais com estes equipamentos, um deles mesmo durante a final do Mundial.

Corria o minuto 60 da partida entre a Alemanha e o Brasil quando Edmílson teve de substituir a sua camisola, que se rasgou. O defesa demorou mais de um minuto a tentar vestir-se, atrapalhado pelo tecido emaranhado, situação que divertiu até o árbitro Pierluigi Collina.

A segunda situação surgiu na Premier League. Diego Forlán, então a jogar pelo Manchester United, marcou um belo golo para fazer o 2-1 frente ao Southampton em Old Trafford. A emoção tomou conta do uruguaio, que tirou a camisola, mas surgiu um problema: não a conseguiu voltar a vestir. Quando o jogo recomeçou, Forlán ainda tinha a camisola na mão e corria em tronco nu.

“Fui até ao sítio onde os pais dos jogadores costumam ficar e dediquei o golo ao meu irmão, a um amigo apelidado de Bata e a um amigo inglês que tenho desde que cheguei aqui. O único problema que tive com a minha comemoração foi que tirei a camisola e depois não consegui voltar a vesti-la. Queria fazê-lo, mas tive de continuar a jogar e não consegui vesti-la", disse o avançado na altura, citado pela Sky Sports.

Incidentes à parte, a linha apresentada no Mundial também se destacava pelas cores vibrantes. O designer responsável, Craig Buglass, explicou de onde veio a inspiração, quando lhe entregaram um panfleto para um concerto em Amesterdão. "Fiquei simplesmente fascinado com o brilho daquela cor laranja. E pensei: ‘É maciça! É tão fixe!’”, disse numa entrevista.

Buglass desenhou originalmente a camisola principal dos Países Baixos, que acabaram por não se qualificar. No entanto, outras federações, como a do Brasil, a da Bélgica e a da Coreia do Sul alinharam na ideia dos equipamentos com cores estridentes. O resultado foi uma linha que ainda hoje é recordada pelos adeptos da modalidade.

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