“Estamos a tomar estas medidas numa situação muito especial de conflito”, disse o CEO do fundo, Nicolai Tangen, que descreveu a situação em Gaza como uma “crise humanitária séria”
O Fundo Global de Pensões da Noruega, o maior fundo soberano a nível mundial, vai alienar participações em 11 empresas israelitas e terminar todos os contratos com gestores externos em Israel, anunciou o CEO do fundo, Nicolai Tangen, esta segunda-feira.
“Estamos a tomar estas medidas numa situação muito especial de conflito”, disse Tangen, citado pela Bloomberg, que descreveu a situação em Gaza como uma “crise humanitária séria”.
Segundo o canal americano, o fundo de 1,7 biliões euros, que controla 1,5% das ações mundiais, estava a enfrentar pressão pública devido aos investimentos que tinha em empresas israelitas.
No entanto, Tangen clarificou que o fundo vai manter as suas posições em algumas empresas israelitas.
O ministro das Finanças da Noruega, Jens Stoltenberg, já veio a público demonstrar confiança no CEO do fundo.
Citado pela Reuters, Stoltenberg afirmou também que o fundo “não deverá investir em empresas que contribuem para a ocupação da Cisjordânia e para o conflito em Gaza”.
Esta não é a primeira vez que o Norges Bank Investment Management, o nome oficial do fundo, vende participações em empresas de países envolvidos em conflitos ou guerras. Em 2022, após o início da invasão em grande escala da Ucrânia, o fundo decidiu congelar e vender todas as posições em empresas russas.
A Noruega, juntamente com Espanha e Irlanda, foi um dos primeiros países ocidentais a reconhecer o Estado da Palestina após o 7 de Outubro, tendo-o feito a 28 de maio de 2024.