Mais de 150 mortos no Nepal. Centenas continuam desaparecidos, a maioria turistas
Quase 400 viajantes, incluindo centenas de estrangeiros, foram dados como desaparecidos, segundo informou o organismo de turismo do país, citando uma avaliação preliminar. Entre os desaparecidos de 26 nacionalidades, há cidadãos de Índia (133), Austrália, Estados Unidos (47), Espanha, Países Baixos, África do Sul, Reino Unido (33) e Malásia
O número de mortos no Nepal subiu para pelo menos 157 depois de uma forte enxurrada ter atingido uma zona próxima da fronteira do país com a China, segundo o último balanço do gabinete do primeiro-ministro, tendo por base os corpos já recuperados.
Centenas de pessoas continuam incontactáveis, enquanto são intensificadas as operações de busca e salvamento.
Cerca de 400 viajantes, incluindo centenas de estrangeiros, foram dados como desaparecidos, segundo informou o organismo de turismo do país, citando uma avaliação preliminar. Entre os desaparecidos de 26 nacionalidades, há cidadãos de Índia (133), Austrália, Estados Unidos (47), Espanha (2), Alemanha (4), França (3), Irlanda (2), Países Baixos (2), Rússia (2), África do Sul (6), Reino Unido (33) e Malásia.
Os meios de comunicação estatais chineses também alertaram anteriormente para um "elevado número de vítimas" no Tibete, mas, até ao momento, não foram divulgados números oficiais.
Um sismo estará na origem do grande deslizamento de terras, que bloqueou o rio Bhote Koshi, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros do Nepal, Shishir Khanal.
"Hoje, às 08:37, ocorreu um sismo e, devido a isso, deu-se um grande deslizamento de terras que bloqueou o rio, o que parece ter provocado a enxurrada", afirmou Khanal durante uma reunião na Câmara dos Representantes.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que regista sismos em todo o mundo, registou um sismo de magnitude 4,4 na região à mesma hora daquele a que Khanal se referiu.
