"Novela" do cruzeiro retido em Lisboa chega ao fim. Passageiros com teste negativo já abandonaram o Aidanova

3 jan, 16:10

Tripulantes e passageiros infetados irão cumprir isolamento no navio

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Todos os passageiros com teste negativo do cruzeiro Aidanova, que se encontra retido em Lisboa devido a um surto de covid-19, já abandonaram o navio rumo ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, para seguirem para os locais de origem, pondo assim fim a uma passagem de ano amarga para os milhares de pessoas a bordo da embarcação.

O navio Aidanova, originário da Alemanha, encontra-se retido desde 29 de dezembro no terminal de Santa Apolónia, após a deteção de 14 casos de covid-19 entre os tripulantes, que obrigou o navio a atracar em Lisboa, impedindo o prosseguimento da viagem, que teria como destino final a ilha de Lanzarote. A bordo seguiam 4.197 pessoas, entre 1.353 tripulantes e 2.844 passageiros, a esmagadora maioria provenientes da Alemanha.

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O capitão do Porto de Lisboa, Diogo Vieira Branco, adiantou que o plano do navio seria deixar Lisboa no dia 30 de dezembro com destino ao Funchal, na ilha da Madeira, o que acabou inviabilizado pelas autoridades nacionais de saúde após serem detetados mais 38 casos de infeção pelo coronavírus entre a tripulação.

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No domingo, outras 12 pessoas, oito tripulantes e quatro passageiros, testaram positivo à covid-19, que elevou o total de infetados para 64 e obrigou ao cancelamento do resto da viagem, com os passageiros com teste negativo a serem encaminhados para o aeroporto.

O desembarque teve lugar esta segunda-feira, dia em que foram detetados outros treze casos, subindo o total para 77. As pessoas infetadas com covid-19 irão permanecer no navio, que começará a viagem para Barcelona às 20:00 desta segunda-feira.

À comunicação social, vários passageiros confessaram a desilusão por não terem podido desfrutar de alguns dias de férias e da passagem de ano na Madeira.

“Não foi bom. Esperávamos estar no Funchal, ao largo da Madeira, para ver o grande fogo-de-artifício, e depois nas Canárias”, afirmou um dos passageiros, que seguirá de avião para Tenerife.

Mas, enquanto uns prosseguem as férias, outros têm de reportar ao patrão. “Vamos voltar para Hamburgo, na Alemanha. Temos de trabalhar na semana que vem. Estamos negativos, por isso, temos sorte e está tudo bem”.

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No entanto, apesar de verem parte das férias estragadas pelo surto, alguns passageiros destacaram que nada faltou durante o período em que estiveram em Lisboa. Aliás, aqueles com teste negativo puderam mesmo sair do barco e visitar a cidade.

“A organização foi sempre muito boa. Devo dizer que os passageiros nunca se sentiram inseguros. Foi uma infelicidade ter acontecido à tripulação e não aos passageiros”, afirmou uma das turistas alemãs que desembarcou esta segunda-feira rumo ao aeroporto.

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