O que precisa de saber sobre o processo de adesão da Finlândia e da Suécia à NATO

CNN
5 mai, 19:00
Membros NATO (Associated Press/ Olivier Matthys)

A Finlândia poderá candidatar-se à adesão à NATO a 12 de maio. Se o fizer, é provável que a Suécia siga o mesmo processo

Desde a invasão russa da Ucrânia, a Finlândia e a Suécia têm considerado a possibilidade de se candidatar à adesão à aliança militar da NATO, o que representaria uma importante mudança política para a região nórdica. 

Eis as últimas notícias sobre o processo e os pontos-chave em discussão. 

Os próximos dias são cruciais. A 12 de maio, a Finlândia decidirá candidatar-se à adesão à NATO, noticiou no domingo o jornal Iltalehti, citando fontes anónimas do governo finlandês. 

O processo seria feito em duas etapas, informou Iltalehti. O Presidente Sauli Niinisto anunciaria primeiro a sua aprovação para a adesão da Finlândia, seguido pelos grupos parlamentares que dariam a sua aprovação ao pedido. 

Não haverá votação em plenário no parlamento, mas os líderes dos grupos parlamentares expressarão as decisões dos seus grupos. 

Na Suécia, o parlamento está a realizar uma revisão da política de segurança, incluindo os prós e os contras da adesão à aliança, com os resultados previstos para o dia 13 de maio. Já existe uma maioria no parlamento que apoia a adesão à NATO. 

Entretanto, o Partido Social-Democrata que está no poder, o maior partido em todas as eleições dos últimos 100 anos, terá um debate interno nos dias 9-12 de maio sobre se deve abandonar a oposição de longa data à adesão à NATO, com a liderança do partido a tomar uma decisão até 24 de maio, o mais tardar. 

Se a Finlândia se candidatar, é provável que a Suécia faça o mesmo, pois não quereria ser o único país nórdico fora da NATO. Outros países nórdicos - Noruega, Dinamarca e Islândia - aderiram ao pacto como membros fundadores. Várias sondagens recentes sugerem que a maioria dos suecos são a favor - algo nunca visto antes da invasão da Ucrânia pela Rússia. 

A Finlândia e a Suécia querem ter algumas garantias de que os países membros da NATO os protegerão durante qualquer período de transição, nomeadamente no processo de candidatura, ainda antes de integrarem a aliança. 

A ratificação pode levar um ano, explicam os diplomatas da NATO, uma vez que os parlamentos dos 30 países precisam de aprovar novos membros. 

O Secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, declarou que os países poderão aderir "rapidamente" e que tem a certeza de que poderão ser encontrados acordos para o período de transição. 

Os Estados Unidos e o Reino Unido prometeram à Suécia "uma maior presença militar, exercícios militares mais aprofundados e um apoio ‘político forte’ dos países da NATO" durante um possível processo de candidatura à organização intergovernamental, informou o jornal sueco Aftonbladet. 

O Ministro dos Negócios Estrangeiros finlandês Pekka Haavisto reconheceu que apresentar um pedido de adesão por si só não colocaria os dois países nórdicos sob a égide do Artigo 5º da NATO, que garante que um ataque a um aliado é um ataque a todos. 

"Mas, ao mesmo tempo, os países membros da NATO têm interesse em que não ocorra qualquer falha de segurança durante o período de candidatura", declarou Haavisto, acrescentando que a Finlândia poderia, por exemplo, realizar exercícios militares reforçados com membros da NATO durante esse período. 

Moscovo tem avisado frequentemente que haverá "sérias consequências" se a Finlândia e a Suécia aderirem à NATO, declarando que, terão de reforçar as suas forças terrestres, navais e aéreas no Mar Báltico, e mencionando a possibilidade de instalar armas nucleares na zona. 

A Rússia e a Finlândia partilham uma fronteira de 1.300 km; a Península de Kola é um "bastião estratégico" que Moscovo considera fundamental para a segurança nacional da Rússia. É também o lar da frota russa do Norte, e a segunda maior cidade da Rússia, São Petersburgo, fica a cerca de 170 km da fronteira com a Finlândia. 

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