Exercícios militares da NATO programados nos países bálticos começaram esta segunda-feira

Agência Lusa , CV
16 mai, 19:28
Soldados norte-americanos. Foto: AP Photo/Nathan Posner

Entretanto, está a ser realizado um exercício paralelo, na Letónia, na base militar de Adazi, sob a direção da Brigada de Infantaria Mecanizada das Forças Armadas letãs

A NATO iniciou esta segunda-feira, na Estónia, um exercício militar com 15.000 soldados estónios e da Aliança, com o qual abre uma série de manobras na região do Báltico, planeada e agendada antes da invasão russa da Ucrânia.

Os exercícios na Estónia, apelidados ‘Siil 2022’, visam testar "a prontidão de combate das forças de defesa e a sua capacidade de responder a um cenário de ameaça num quadro internacional", disse o Ministério da Defesa da Estónia em comunicado.

Cerca de 7.100 reservistas, 2.500 recrutas, 2.000 militares ativos e 4.200 soldados aliados de dez países vão participar neste exercício.

Nestas manobras, as mais amplas dos últimos tempos, vão ser utilizadas "centenas de unidades de equipamento, incluindo veículos blindados, veículos de combate de infantaria, tanques, navios, helicópteros e aviões".

Além disso, os fuzileiros norte-americanos vão fazer exercícios na ilha estónia de Saaremaa e a NATO vai realizar exercícios navais no Mar Báltico.

Entretanto, está a ser realizado um exercício paralelo, na Letónia, na base militar de Adazi, sob a direção da Brigada de Infantaria Mecanizada das Forças Armadas letãs.

A Letónia está também a realizar um exercício no norte do país, que irá testar procedimentos de cooperação e comando transfronteiriços com as Forças de Defesa da Estónia.

Na Lituânia, de 14 de maio a 27 de maio, está a ser realizado o ‘Flaming Thunder 2022’, um exercício internacional que irá treinar unidades de artilharia da força terrestre lituana, de um grupo de presença avançada da NATO na Lituânia e de várias unidades de artilharia e armamento dos EUA.

A Estónia salienta que os exercícios militares já estavam planeados anteriormente, mas estes ocorrem quase três meses após a invasão da Ucrânia pela Rússia e quando os governos das repúblicas bálticas - Estónia, Letónia e Lituânia - exortam a NATO a reforçar as forças de dissuasão.

Este pedido deverá ser apresentado na cimeira da NATO que terá lugar em Madrid nos dias 29 e 30 de junho.

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