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"Precisamos de mais tropas". Países do flanco leste da NATO disputam militares norte-americanos

CNN Portugal , MJC
13 mai, 14:44
Soldados americanos em exercício na Alemanha (Getty Images)
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Depois de Trump ter anunciado a retirada de cinco mil militares da Alemanha, Polónia, Lituânia, Letónia, Estónia e Roménia estão a esforçar-se para garantir a presença de mais tropas americanas nos seus territórios

Pelo menos cinco países da NATO na fronteira leste da Europa estão a mobilizar-se para receber tropas norte-americanas nos seus territórios, depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado a retirada de 5.000 ou mais soldados da Alemanha. De acordo com o POLITICO, Polónia, Estónia, Lituânia, Letónia e Roménia manifestaram interesse em acolher mais tropas norte-americanas.

"Acredito firmemente que é necessária uma presença americana mais forte na fronteira leste. Acolheríamos com agrado uma presença permanente dos EUA no nosso território", declarou o vice-ministro da Defesa da Roménia, Sorin Moldovan, ao POLITICO. "A Roménia tem demonstrado consistentemente o seu compromisso com a Parceria Estratégica com os EUA e tem-se mostrado um parceiro fiável", acrescentou.

"Precisamos de mais tropas", confirmou o ministro da Defesa romeno, Radu Miruță, aos jornalistas na reunião do Conselho dos Assuntos Externos.

Não é o único. Na semana passada, tanto o presidente polaco, Karol Nawrocki, como o seu homólogo lituano, Gitanas Nausėda, disseram estar prontos para receber mais tropas norte-americanas nos seus territórios. A ministra dos Negócios Estrangeiros da Letónia, Baiba Braže, fez eco deste sentimento na segunda-feira. E um porta-voz do Ministério da Defesa da Estónia disse ao POLITICO que o país "valoriza muito a contribuição dos EUA e apoia uma presença militar americana alargada para garantir uma forte dissuasão e defesa em toda a região do Báltico".

Os apelos públicos dos líderes europeus foram complementados por manobras nos bastidores. Pelo menos uma delegação de um país aliado abordou o embaixador dos EUA na NATO, Matthew Whitaker, para apresentar os seus argumentos diretamente, disse uma fonte diplomatática ao POLITICO. 

Estes países veem a presença de tropas americanas nos seus territórios como uma garantia de segurança e um elemento dissuasor de um eventual avanço da Rússia. Esta é uma das razões pelas quais têm sido discretos nas suas críticas a Trump e apoiado a guerra no Irão. Resta saber se têm as condições necessárias para receber os militares americanos.

O Pentágono ainda não tomou uma decisão final sobre quais as tropas que serão afetadas pela redução na Alemanha, de acordo com um responsável norte-americano, que pediu anonimato. Também não é claro se estas tropas serão transferidas para outro país europeu ou se regressarão aos Estados Unidos.

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