Com inauguração prevista para o início de 2027, o banco para financiar o rearmamento ocidental perde assim um dos seus maiores signatários
A Turquia não vai juntar-se ao novo banco multilateral de defesa que vários países da NATO, com o Canadá à cabeça, pretendem criar para financiar o rearmamento ocidental.
A informação foi avançada esta sexta-feira por uma fonte do governo turco citada pela Reuters, indicando que Ancara “decidiu não se comprometer a aderir nesta fase” após consultas entre as autoridades da indústria de defesa da Turquia e os ministérios da Defesa, dos Negócios Estrangeiros e das Finanças.
O revés segue-se ao anúncio que Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, tinha feito esta semana durante a cimeira da NATO que teve lugar na capital da Turquia. Segundo Carney, pelo menos oito Estados-membros da aliança, na sua maioria nações pequenas, apoiam a ideia de criar um banco para financiar o reforço militar.
Com este anúncio da Turquia, não é certo quantos países é que o Canadá vai conseguir efetivamente mobilizar para a criação do Banco de Defesa, Segurança e Resiliência (DSRB), após uma primeira declaração de interesse ter sido assinada por aquele país, a Albânia, Bélgica, Grécia, Letónia, Luxemburgo, Roménia, Turquia e Ucrânia.
Proposto pela primeira vez em 2024 por um grupo de antigos conselheiros da NATO, altos responsáveis militares e banqueiros, o plano passa por instalar a sede do DSRB no Canadá, com uma base europeia prevista para o Luxemburgo.
O lançamento da iniciativa é esperado para o início de 2027, apesar da relutância das grandes potências da NATO em aderirem ao esforço multilateral.
