Turquia volta atrás dias depois e diz que "nesta fase" não vai aderir ao Banco Multilateral de Defesa proposto pelo Canadá

CNN Portugal , JAV
10 jul, 10:17
Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá (ao centro), com presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan (direita) e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte (esquerda), na cimeira de Ancara (Francisco Seco/AP)
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Com inauguração prevista para o início de 2027, o banco para financiar o rearmamento ocidental perde assim um dos seus maiores signatários

A Turquia não vai juntar-se ao novo banco multilateral de defesa que vários países da NATO, com o Canadá à cabeça, pretendem criar para financiar o rearmamento ocidental.

A informação foi avançada esta sexta-feira por uma fonte do governo turco citada pela Reuters, indicando que Ancara “decidiu não se comprometer a aderir nesta fase” após consultas entre as autoridades da indústria de defesa da Turquia e os ministérios da Defesa, dos Negócios Estrangeiros e das Finanças.

O revés segue-se ao anúncio que Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, tinha feito esta semana durante a cimeira da NATO que teve lugar na capital da Turquia. Segundo Carney, pelo menos oito Estados-membros da aliança, na sua maioria nações pequenas, apoiam a ideia de criar um banco para financiar o reforço militar.

Com este anúncio da Turquia, não é certo quantos países é que o Canadá vai conseguir efetivamente mobilizar para a criação do Banco de Defesa, Segurança e Resiliência (DSRB), após uma primeira declaração de interesse ter sido assinada por aquele país, a Albânia, Bélgica, Grécia, Letónia, Luxemburgo, Roménia, Turquia e Ucrânia.

Proposto pela primeira vez em 2024 por um grupo de antigos conselheiros da NATO, altos responsáveis militares e banqueiros, o plano passa por instalar a sede do DSRB no Canadá, com uma base europeia prevista para o Luxemburgo.

O lançamento da iniciativa é esperado para o início de 2027, apesar da relutância das grandes potências da NATO em aderirem ao esforço multilateral.

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