Quer dar o presente certo à sua mãe? Estas sugestões estão carregadas de simbolismo

30 nov, 12:00

O QUE OFERECER || No Natal queremos presentes que façam a diferença. Começamos, como não podia deixar de ser, pelas mães. Apesar de estarem sempre a dizer que não querem nada, sabemos que elas merecem tudo. Aqui há presentes cheios de significado.

É um corre-corre que não se aguenta. Anda tudo maluco nas compras. Calma, muita calma, não se esqueça do essencial. Afinal, por que é que damos presentes?

“Esta altura do ano é aquela época em que procuramos transmitir ao outro o que sentimos por ele, como é que vemos esta outra pessoa. Nesta nossa relação queremos mostrar o nosso afeto - e a maneira que encontramos é precisamente através de um objeto, presenteando o outro”, explica a psicóloga Filipa Jardim da Silva.

É verdade que havia muita mãe neste mundo que ia ficar de sorriso de orelha a orelha se os filhos ligassem todos os dias para confirmar que já comeram. Mas, se o que quer é um presente mais simbólico, veio ao sítio certo.

E se, em vez de oferecer roupa, desse as ferramentas para escolher a peça certa? (Pexels)

Mudar o espírito pelo guarda-roupa

Este Natal não precisa de oferecer a peça de roupa certa. Pode antes ensinar a sua mãe a escolher aquilo que lhe assenta na perfeição – com a ajuda de uma consultora de imagem, claro.

“Oferecia uma consultoria completa, em que fazemos uma análise de estilo, olhamos para a guarda-roupa da pessoa, vemos se está alinhada com os objetivos que a pessoa, naquela idade, quer passar para o exterior”, sugere a consultora de imagem e ‘personal shopper’ Ana Nisa.

E é aqui que as cores podem fazer toda a diferença. Um dos serviços chama-se coloração pessoal e permite perceber quais são as cores que nos ficam bem, tendo em conta, por exemplo, o nosso tom de pele ou a cor dos nossos olhos. A partir daí, e sem nunca esquecer aquilo de bom que a pessoa já tem em casa, definem-se peças-chave, que vão fazer toda a diferença no guarda-roupa – e, certamente, na autoestima da sua mãe.

Com a avançar da idade, a pele passa a ter muita história para contar. E a maquilhagem pode ser adaptada. Para isso existem cursos de maquilhagem para peles mais maduras. “É sempre interessante uma mulher fazer. Experimentar como se põe a base, o blush, a sombra, o rímel”, conclui Ana Nisa.

Coloração pessoal: é possível saber as cores que nos ficam mesmo bem (Pexels)

Tempo para cuidar dela própria

As mães andam sempre numa correria. Cuidam de tudo e de todos. Talvez tenha chegado a altura de ela ter um momento para si própria. E há muita maneira de lá chegar.

“Todas as mães gostam de amor e de autocuidado. Sugeria um spa facial, uma experiência de tratamento corporal, um dia dedicado à estética”, começa por apontar a consultora de imagem e ‘personal shopper’ Daniela Fernandes.

Nem todas as experiências para a sua mãe precisam de ser óbvias (Pexels)

E se a sua mãe for uma apreciadora de atividades ao ar livre, porque não “um passeio de balão ou um fim de semana na natureza”? Não há melhor forma de fugir à rotina.

Mesmo que as mães sejam a nossa casa, na hora dos presentes há que afastar esse universo doméstico. Normalmente são mal interpretados, como se mostrasse que o lugar das mães é a tratar da lide doméstica. Nada de torradeiras, aspiradores ou airfryers.

Nada de eletrodomésticos. Valorize a sua mãe pelo que ela é, não pelo que faz em casa (Pexels)

O simples pode ser simbólico

Nem perfumes, que disso ela sabe tratar sozinha. “Há um presente que eu acho muito arriscado, que é um perfume. O perfume é algo muito, muito, muito pessoal”, justifica Ana Nisa.

Ainda assim, convém ser ‘pessoal’ na hora de definir as ofertas para a sua mãe. Com a intenção certa, até a coisa mais simples se pode transformar num objeto cheio de significado.

“Temos, por exemplo, os brincos ou os colares, que até costumam passar de geração em geração”, aponta Daniela Fernandes.

Reúna momentos antigos para criar novas memórias (Pexels)

“Talvez um álbum de fotografias com anotações escritas à mão pelos filhos, pelos netos. Ou mesmo um álbum digital, partilhado na família, que vai sendo atualizado. Pode ser um postal, uma fotografia. Tudo isto faz com que uma mãe sinta que houve um tempo para, no fundo, gravarmos esta experiência na nossa memória”.

É a prova de que não precisa de gastar uma pequena fortuna para fazer a diferença. No fim de contas, o Natal é aquilo que guardamos dentro de nós.

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