Covid-19: 73% dos internados no Hospital Santo António não estão vacinados

Agência Lusa , DCT
22 dez 2021, 19:49
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Dos 19 doentes internados com covid-19 naquela unidade hospitalar, oito estão internados em unidades de cuidados intensivos, onde há 11 vagas

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Dos 19 doentes com covid-19 internados em enfermaria e unidades de cuidados intensivos no Hospital Santo António, no Porto, 12 não estão vacinados contra o SARS-CoV-2.

Em declarações à agência Lusa, o diretor clínico do Centro Universitário Hospitalar do Porto (CHUP), José Barros, afirmou esta quarta-feira que 73% dos doentes internados naquela unidade não estão vacinados.

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A esmagadora maioria da população nestas faixas etárias, acima dos 60 anos, estão vacinadas, dizem-nos 95%. O que temos aqui são números assustadores de não vacinados porque na verdade o que deveríamos ter era 5% de não vacinados”, referiu, acrescentando que "a vacina faz toda a diferença".

Dos 19 doentes internados com covid-19 naquela unidade hospitalar, oito estão internados em unidades de cuidados intensivos, onde há 11 vagas.

Destes oito doentes, cinco, com idades entre os 52 e 79 anos, não estão vacinados.

Apenas três doentes, com 65, 70 e 85, anos estão vacinados, com duas doses, contra o SARS-CoV-2.

"Nos cuidados intensivos temos uma média de idades global de 68 anos, que nos não vacinados é de 65 anos e nos vacinados é de 73", observou José Barros. 

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Já em enfermaria, estão internados 11 doentes, sendo que sete, com idades entre os 30 e 83 anos, não estão vacinados.

Apenas um doente com 82 anos tem as três doses da vacina e três, com 59, 60 e 78 anos estão vacinados, com duas doses, contra a covid-19.

"A média de idades dos doentes em enfermaria é de 60 anos, sendo que nos não vacinados é de 57 anos e nos vacinados é de 70", referiu o diretor clínico. 

Número de internados mantém-se estável

À Lusa, José Barros salientou que no último mês, o número de doentes internados com covid-19 naquela unidade hospitalar tem-se mantido "estável" e que a situação "não é comparável" com a do ano passado. 

"Isto dá ideia de uma certa estabilização e é uma convicção profunda que esta estabilização só é possível pela vacina", acrescentou. 

A covid-19 provocou mais de 5,36 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

 

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