REVISTA DE IMPRENSA | Entre 2022 e 2024, Portugal registou uma taxa média de mortalidade infantil de 2,8 óbitos por mil nados-vivos, abaixo da média da UE
Portugal registou entre 2022 e 2024 uma taxa média de mortalidade infantil de 2,8 óbitos por mil nados-vivos, abaixo da média da União Europeia, noticia o jornal Público. Ainda assim, os dados divulgados pela Direção-Geral da Saúde revelam fortes assimetrias regionais, com algumas zonas do país a apresentar taxas até cinco vezes superiores a outras.
No triénio analisado, a área da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano registou 5,5 mortes por mil nados-vivos, enquanto a Unidade Local de Saúde Viseu Dão‑Lafões apresentou a taxa mais baixa, com um óbito por mil. Também as áreas da Unidade Local de Saúde Arco Ribeirinho e da Unidade Local de Saúde Almada‑Seixal registaram valores elevados, com 4,4 por mil.
Em 2024 verificou-se um aumento da mortalidade infantil para 3,0 por mil nados-vivos. Os dados preliminares para 2025 apontam para nova descida para 2,8. O relatório indica ainda um crescimento das mortes consideradas evitáveis em crianças com menos de um ano, sobretudo associadas a condições do período perinatal, malformações congénitas e infeções.
A mortalidade fetal também apresenta diferenças relevantes entre regiões, com as taxas mais elevadas nas áreas da Guarda, Alentejo Central e Amadora-Sintra.
Quanto à mortalidade materna, foram registadas 55 mortes entre 2020 e 2024, das quais 11 no último ano analisado. Mais de 60% ocorreram em mulheres com 35 ou mais anos, grupo etário com maior risco de complicações durante a gravidez, parto ou puerpério.