Mais de 250 milhões de pessoas podem ser empurradas para a pobreza extrema em 2022

12 abr, 08:15
Pobreza na China

As conclusões são de um relatório da Oxfam, que alerta que o ano pode acabar com 860 milhões de pessoas nesta condição

Mais de 250 milhões de pessoas podem resvalar para a pobreza extrema em 2022, em resultado da invasão russa da Ucrânia e consequente aumento dos preços dos alimentos, e também dos efeitos ainda sentidos da pandemia de covid-19.

O alerta vem da Oxfam, que avança que, no final do ano, o número de pessoas a viver com menos de 1,75 euros por dia pode atingir os 860 milhões.

As Nações Unidas afirmaram, na semana passada, que o preço dos produtos alimentares tinha atingido um novo máximo histórico, muito devido à guerra na Ucrânia, um dos maiores produtores mundiais de trigo, milho e óleos alimentares. Por comparação com o período homólogo de 2021, o preço de alimentos como cereais e carnes aumentou 33%, segundo os dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura).

No relatório da Oxfam, intitulado “Primeiro a crise, depois a catástrofe”, a organização estima que os alimentos constituam 17% dos gastos dos consumidores nos países mais ricos, número que sobe para 40% nos países da África Subsariana. O relatório aponta também que muitos países pobres estão em risco de incumprimento no pagamento de dívidas, o que forçará a suspensão de gastos públicos.

Citada pelo The Guardian, Katy Chakrabotty, da Oxfam, afirma que é necessária uma forte resposta a este aumento de preços.

"Várias crises globais estão a causar miséria a milhões de pessoas e apenas reencaminhar a ajuda para cada crise não é suficiente; os países de baixos rendimentos precisam do cancelamento da dívida para poderem investir em redes de segurança social e a tributação progressiva sobre os mais ricos é agora mais do que nunca necessária para proporcionar enormes fundos para proteger os mais vulneráveis”, disse.

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