Presidente Rui Alves confirma fim das negociações no valor de 13 milhões de euros e garante continuidade do atual modelo de gestão
O Nacional viu gorar-se o negócio que previa a venda de 60 por cento da SAD ao grupo ACA Football Partners (ACAFP), sediado em Singapura, por 13 milhões de euros. O presidente do clube madeirense, Rui Alves, confirmou esta quarta-feira o colapso das negociações, justificando que o investidor não aceitou as "condições impostas" pelos alvinegros para garantir o futuro do clube.
Em declarações à RTP-Madeira, Rui Alves foi claro: «O acordo não avançou porque o grupo não aceitou os nossos termos. Era fundamental salvaguardar o futuro do clube». O dirigente garantiu que o Nacional manterá o atual modelo de «apoios públicos e privados», revelando ainda que, por agora, não existem outras propostas para a venda da SAD.
O acordo, que estava em fase avançada, previa não só a venda de 60 por cento da SAD por 13 milhões de euros, mas também uma opção de compra de mais 10 por cento (por 2,1 milhões) até dezembro de 2026. A ACAFP, que detém participações no Charlton Athletic (3.ª divisão inglesa) e no Juventud de Torremolinos (4.ª divisão espanhola), acabou por recuar face às exigências do clube insular.
Com o negócio fracassado, o Nacional mantém a estrutura atual e prepara-se para a época 2025/26 sem reforços anunciados. O clube já confirmou, no entanto, as saídas de Bruno Costa e Rúben Macedo para o Gyeongnam FC da Coreia do Sul, bem como a transferência de Luís Esteves para o Gil Vicente.
Os jogadores regressam aos trabalhos já na segunda-feira, com testes físicos e médicos agendados no Estádio da Madeira, no Funchal.
