Sismo de magnitude 5,5 sacode Myanmar após terramoto devastador que provocou mais de 3.600 mortos

Agência Lusa
13 abr 2025, 10:04
Equipas de salvamento da China e da Bielorrússia coordenam-se no local de um edifício que ruiu em Mandalay, a 2 de abril de 2025, cinco dias depois de um grande terramoto ter atingido o centro de Myanmar. 
Stringer/AFP/Getty Images
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Até ao momento, não foram registados novos danos ou vítimas no país na sequência do mais recente abalo sismológico

Um terramoto de magnitude 5,5 na escala de Richter sacudiu este domingo o centro-norte de Myanmar, registou o Serviço Geológico norte-americano, numa altura em que o país sofre as consequências do sismo que matou em março mais de 3.600 pessoas.

O tremor foi registado às 08:54 horas locais (03:24 em Lisboa) a uma profundidade de 7,7 quilómetros, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que mede a atividade sísmica em todo o mundo.

O epicentro do sismo localizou-se a cerca de 100 quilómetros a sul de Mandalay, a segunda cidade de Myanmar (antiga Birmânia) e uma das mais atingidas pelo sismo de 28 de março.

Até ao momento, não foram registados novos danos ou vítimas no país, onde milhares de pessoas continuam a dormir nas ruas das zonas devastadas pelo terramoto de março e milhares de edifícios foram reduzidos a montanhas de escombros.

O forte terramoto matou pelo menos 3.600 pessoas e feriu gravemente 5.017, de acordo com o último balanço da junta militar, que se debate com problemas logísticos e escassez de ajuda.

Na sequência da catástrofe de março, tanto os militares golpistas como a principal oposição armada e outras guerrilhas étnicas declararam um cessar-fogo temporário para facilitar a distribuição da ajuda humanitária.

Apesar do cessar-fogo declarado pela junta militar, os grupos que se opõem ao regime denunciaram mais de 60 ataques aéreos e de artilharia na sequência do terramoto.

Equipas internacionais de socorristas, incluindo de países como Estados Unidos e Japão, estão a participar nos esforços de salvamento, com um segundo contingente de 37 especialistas destacados hoje para continuar a remover os escombros e a procurar os desaparecidos.

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