Myanmar declara cessar-fogo temporário na guerra civil para facilitar ajuda à população após sismo

Agência Lusa , MCC
2 abr 2025, 16:53
Equipas de salvamento da China e da Bielorrússia coordenam-se no local de um edifício que ruiu em Mandalay, a 2 de abril de 2025, cinco dias depois de um grande terramoto ter atingido o centro de Myanmar. 
Stringer/AFP/Getty Images
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Um novo balanço divulgado esta quarta-feira eleva para 2.886 o número de mortos e 4.639 o número de feridos no terramoto de há cinco dias, enquanto prosseguem as operações de busca por sobreviventes

A junta militar no poder em Myanmar declarou esta quarta-feira um cessar-fogo na guerra civil até 22 de abril, para facilitar a ajuda à população, após o sismo de magnitude 7,7 que atingiu o país a 28 de março.

O cessar-fogo temporário foi também decretado para mostrar compaixão para com as pessoas afetadas, informou esta quarta-feira a televisão estatal de Myanmar (antiga Birmânia).

O anúncio, feito num comunicado do alto comando militar, segue-se a cessar-fogos temporários unilaterais declarados por grupos de resistência armada que se opõem ao regime militar.

A notícia televisiva indicou que os grupos armados étnicos e as milícias locais devem abster-se de atacar as forças de segurança do Estado e as bases militares, e não devem organizar-se, reunir forças ou expandir as suas áreas de influência.

Se tais grupos não cumprirem essas condições, o Exército tomará as medidas necessárias, segundo o comunicado.

Um novo balanço divulgado esta quarta-feira pelas autoridades elevou para 2.886 o número de mortos e 4.639 o número de feridos no terramoto de há cinco dias, enquanto prosseguem as operações de busca por sobreviventes.

Segundo a oposição democrática, que controla partes do país, cerca de 8,5 milhões de pessoas foram “diretamente afetadas” pelo terramoto no país em guerra.

No fim de semana, a junta militar afirmou que mais de 2.600 edifícios, incluindo casas, igrejas, escolas e pagodes, ruíram devido ao sismo e às réplicas.

O Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA) afirmou que só na capital, Naypyidaw, mais de 10 mil edifícios ficaram destruídos ou gravemente danificados.

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