Os locais que não vai poder visitar em 2026

CNN , Lilit Marcus
1 jan, 11:00
Um espetáculo de luzes assistido por inteligência artificial foi uma das celebrações de despedida do Centre Pompidou, em Paris, antes do encerramento para uma renovação de cinco anos

Como Mick Jagger cantou de forma célebre, nem sempre se pode ter tudo o que se quer. Isso também se aplica às viagens — por mais meticulosamente que uma viagem seja planeada, não é possível evitar mau tempo, desastres naturais, greves de trabalhadores e outros fatores externos

É certo que existem muitas listas a recomendar destinos a visitar — incluindo na CNN Travel — mas aqui fica uma seleção de museus, locais espirituais e atrações de parques temáticos que estarão inacessíveis em 2026 e, em alguns casos, talvez para sempre.

Museum of Collecting and Design

Pequenos cogumelos de brincar e outros objetos do Museum of Collecting and Design

Fundado em Las Vegas, o museu era uma ode ao amor de Jessica Oreck por tudo o que é minúsculo. Os visitantes podiam entrar e admirar a coleção ou criar composições visuais com borrachas diminutas ou figuras de apenas uma polegada.

Depois de o centro comercial onde estava instalado ter sido destinado à demolição, Oreck levou a coleção numa digressão pelos Estados Unidos. O museu físico já não existe e não é claro se voltará a encontrar uma sede permanente.

Plano B: Omega Mart

Las Vegas gosta de celebrar o excêntrico. O Omega Mart é uma experiência artística disfarçada de supermercado. É gerido pelo coletivo Meow Wolf, apoiado pelo escritor George R. R. Martin.

Centre Pompidou

Pinturas de Otto Dix estiveram em destaque na última exposição do Pompidou antes do encerramento

O Centre Pompidou, em Paris, inaugurado nos anos 1970 com um design revolucionário que expõe o interior no exterior, está a fazer uma pausa para renovar os espaços, melhorar a acessibilidade e remover amianto. O museu deverá reabrir em 2030.

Plano B: KANAL

Boas notícias para os amantes de arte: o tão aguardado polo do Pompidou em Bruxelas abrirá portas em novembro de 2026. O KANAL, instalado numa antiga fábrica de automóveis, seguirá o espírito do Centre Pompidou, com foco na arte moderna e contemporânea e na arquitetura.

Templo de Gounsa

O templo de Gounsa ardeu em março de 2025

O templo de Gounsa, com 1.300 anos de história, localizado no condado de Uiseong, na Coreia do Sul, e um importante marco do budismo, foi destruído por um incêndio florestal que varreu a região em março de 2025. O templo, juntamente com outros três nas proximidades, está em processo de restauração, mas ainda não existe uma data definida para a reabertura.

Plano B: Templo de Bongjeongsa

Este local com 1.300 anos alberga o Geungnakjeon, o edifício de madeira mais antigo do país, e foi visitado pela rainha Isabel II em 1999. O complexo de Bongjeongsa fica a cerca de 35 quilómetros do templo de Gounsa, na cidade de Andong. Não perca os murais budistas, ricamente detalhados e bem preservados, no edifício original.

Tapeçaria de Bayeux

A Tapeçaria de Bayeux é uma das formas de narrativa visual mais bem preservadas da história

Esta série de tecidos do século XI, que retrata a conquista de Inglaterra, é uma das mais antigas e bem preservadas formas de história visual do mundo — e merece, por isso, um bom espaço expositivo.

Bayeux, a cidade do norte de França que lhe dá o nome, está a desenvolver um ambicioso projeto de modernização e ampliação do museu que acolhe a tapeçaria. O museu encerrou em agosto de 2025 e prevê reabrir em 2027, ano do centenário do nascimento de Guilherme, o Conquistador.

Plano B: Museu Bonnat-Helleu

Os amantes das artes e da cultura que queiram ir além de Paris podem planear uma visita a Bayonne, no País Basco francês. Aí, o Museu Bonnat-Helleu — apelidado de “Pequeno Louvre” pela sua impressionante coleção de mestres antigos — reabriu após 15 anos encerrado, com café, loja e o dobro do espaço expositivo.

Ainda assim, se a Tapeçaria de Bayeux for indispensável, há boas notícias: estará em exibição no Museu Britânico no próximo outono, no âmbito de uma troca histórica.

Rivers of America no Walt Disney World

A Big Thunder Mountain Railroad vista para além das águas junto à ilha de Tom Sawyer.

A Disney está sempre a atualizar os seus parques. A mais recente área a entrar em transformação é Rivers of America, que inclui a ilha de Tom Sawyer e o barco fluvial de Liberty Square.

Os fãs despediram-se da zona em agosto. O espaço será convertido numa área temática inspirada na franquia “Cars”, descrita pela Disney como “parte da maior expansão da história do Magic Kingdom”.

Plano B: Rivers of America (Oeste)

Os fãs de Tom e Huck — as personagens de Mark Twain que inspiraram a atração — ainda podem visitar a ilha de Tom Sawyer na Disneyland e na Tokyo Disneyland, no Japão.

Bluestockings

Encerramento da livraria Bluestockings

Esta livraria pioneira do centro de Nova Iorque não conseguiu sobreviver à gentrificação. A loja feminista e gerida por trabalhadores, que abriu em 1999, anunciou o encerramento em setembro.

“O cuidado que estamos a ter ao encerrar este espaço, da melhor forma que sabemos, deve-se ao vosso apoio ao longo destes mais de 26 anos”, escreveram as proprietárias da cooperativa na mensagem de despedida.

Plano B: Livrarias independentes em Nova Iorque

Nos últimos anos, Nova Iorque assistiu à abertura de várias livrarias independentes. Outros espaços a visitar incluem a Yu & Me, dedicada a autores de ascendência asiática; a Ripped Bodice, especializada em romance; e a The Lit Bar, a única livraria do bairro do Bronx.

Catacumbas de Paris

Crânios decoram as paredes das Catacumbas de Paris.

Uma das atrações mais sinistras de Paris, onde estão expostos os ossos de milhões de antigos parisienses, ao longo de quase 1,6 quilómetros de túneis. Antiga mina de calcário, situa-se sob o elegante bairro de Montparnasse. As catacumbas estão em obras e deverão reabrir algures em 2026, mas como a data não é definitiva e se trata de um local muito procurado, foram incluídas nesta lista por precaução.

Plano B: Ossuário de Sedlec

Os apreciadores de arte macabra podem satisfazer o interesse pelo esqueleto humano no Ossuário de Sedlec, na República Checa, frequentemente chamado de “igreja dos ossos”. Classificado como Património Mundial da UNESCO, fica na cidade de Kutná Hora, a cerca de 75 quilómetros de Praga. Se ficar por Paris, considere visitar memoriais à superfície, como o Cemitério de Montparnasse.

Terraço do Metropolitan Museum of Art

O terraço do Met é um local popular para eventos e para apreciar o pôr do sol

O Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, não vai encerrar — mas o seu terraço sim. O espaço, conhecido por acolher obras criadas especificamente para o local, faz parte das áreas que o museu vai renovar e ampliar nos próximos cinco anos.

Quando reabrir, em 2030, passará de 700 para cerca de 930 metros quadrados — ainda melhor para fotografias de grupo.

Plano B: Socrates Sculpture Park

Do outro lado do East River, o bairro de Long Island City, no Queens, é uma das cenas artísticas mais subestimadas de Nova Iorque. O Socrates Sculpture Park apresenta regularmente esculturas ao ar livre, instalações e performances. A vista sobre o horizonte de Manhattan também não é nada má.

CAM

O CAM situava-se no centro de Raleigh e abriu em 2011.

O museu de arte contemporânea de Raleigh, na Carolina do Norte, anunciou uma pausa por tempo indeterminado este verão. Em comunicado, o museu afirmou estar a “respirar em conjunto — não para recuar, mas para olhar em frente. Estamos a explorar novas formas ousadas de envolver o público, financiar a nossa missão e servir a comunidade com maior impacto”.

Plano B: North Carolina Museum of Art

A poucos quilómetros de distância, o North Carolina Museum of Art é uma referência no estado. Para além das galerias interiores, o museu dispõe de cerca de 7,5 quilómetros de trilhos com esculturas ao ar livre, instalações artísticas e um jardim de girassóis muito popular nas redes sociais.

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