Mundial de Clubes: Benfica-Chelsea, 1-4 (destaques)

David Marques , Enviado-especial aos Estados Unidos
29 jun 2025, 01:47
Mundial de Clubes: Benfica-Chelsea (AP Photo/Chris Carlson)
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Capitão Nicolás e o marujo António lideraram a resistência até ao naufrágio final

* Em Charlotte

A FIGURA: Cole Palmer

Esteve ligado a três dos quatro golos do Chelsea. Sofreu a falta que originou o primeiro, libertou no tempo certo para Caicedo no segundo e fez uma assistência primorosa para o quarto golo dos Blues.

 

O MOMENTO: golo de Nkunku. MINUTO 108

Reduzido a dez, Benfica restava resistir e tentar ser feliz numa ou noutra transição que o Chelsea ia permitindo. Depois de uma perda de bola de Leandro Barreiro, o Chelsea lançou um ataque letal concluído por Nkunku. O Benfica foi obrigado a arriscar e saiu do Mundial com uma goleada.

 

OUTROS DESTAQUES

António Silva: o melhor do Benfica e talvez do jogo. Tirou duas vezes a bola a Liam Delap quando o avançado do Chelsea já se preparava para encarar Trubin e cortou uma bola de cabeça em cima da linha de golo quando Cucurella já preparava a celebração. O bom sentido posicional também lhe permitiu «matar» outras jogadas potencialmente perigosas. Voltou a formar com Otamendi uma dupla insuperável até àqueles minutos finais. Os dois estiveram muitos furos acima dos restantes companheiros.

Otamendi: um dia depois da oficialização da renovação de contrato, voltou a exibir-se ao mais alto nível. Se numa primeira fase foi António Silva quem mais se evidenciou na defesa do Benfica, depois foi o capitão das águias. A abrir a segunda parte teve um corte arriscado, mas importantíssimo para evitar que uma bola de Cole Palmer chegasse a Liam Delap e já em tempo de compensação esteve na jogada que originou o penálti convertido por Di María que levou o jogo para um prolongamento que deixou as águias reduzidas a dez desde bem cedo. Quase conseguiu o impossível na jogada do 2-1 do Chelsea.

Di María: andou quase sempre ao lado do jogo, mas apareceu já para lá dos 90 minutos para apontar o quarto golo neste Mundial (todos de penálti) e levar o jogo para o prolongamento. Curiosamente, foi nesse período que o virtuoso de 37 anos esteve mais ligado ao jogo, sendo protagonista de várias transições perigosas que podiam ter tido um melhor desfecho ainda antes dos três golos do Chelsea, todos já na segunda parte do prolongamento. Despediu-se do Benfica com uma derrota, mas ainda a demonstrar ter muito futebol naquele pé esquerdo.

Pedro Neto: um dos melhores jogadores do Chelsea e não nos referimos só a esta tarde/noite. A primeira jogada de perigo dos Blues, logo no primeiro minuto, teve o internacional luso como protagonista. Continuou a ser um perigo pela direita, acumulando acerto no passe (alguns perigosos) e até o 3-1 que colocou um ponto final no jogo.

Cucurella: controlou bem Di María e em cima disso ainda foi um dos jogadores mais desequilibradores do Chelsea na primeira parte. A capacidade do corredor esquerdo foi uma das maiores dores de cabeça dos homens de Bruno Lage, em particular de Aursnes, que várias vezes teve de enfrentar sozinho Cole Palmer e Cucurella. Foram dele as duas principais ocasiões de golo da primeira parte, mas António Silva e Trubin negaram-lhe as intenções.

Enzo Fernández: reencontrou-se com a equipa que o projetou no futebol europeu e onde teve seis meses brilhantes até ser transferido para o Chelsea por mais de 120 milhões de euros. É um dos líderes dos Blues e muito do jogo ofensivo passa por ele, mas neste sábado não teve uma tarde propriamente inspirada. Foi substituído aos 81 minutos, quando o Chelsea ainda vencia por 1-0.

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