Caderneta do Mundial, dia 15: e de repente há um país que sonha com o hexa

25 jun, 08:30
Brasil venceu sem dificuldades a Escócia por 3 a 0 (Foto: Rebecca Blackwell)
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"Agora temos uma equipa", reclama Carlo Ancelotti. Será que dá? A próxima prova já será de outro nível

História do dia

Quando o Brasil vai a um Mundial não dá para colocar as expectativas baixas. Nem aquela que parece ser a seleção mais fraca em vários anos, talvez mais de 30, deixa esmorecer os adeptos.

Depois de uma estreia desconfiada frente a Marrocos e de uma vitória com poucas ilações a tirar frente ao Haiti, o Brasil subiu a parada da qualidade de jogo e venceu novamente por 3-0, mas uma equipa já mais forte, a da Escócia.

Não é barómetro para grande coisa, é certo, mas as trocas de bola que se viram em campo e a forma de jogadores como Vinícius Júnior ou Matheus Cunha podem ser ingredientes para uma receita vencedora.

Tudo indica que o adversário da Canarinha sairá de uma de três equipas: Países Baixos, Japão ou Suécia. Qualquer um deles é mais forte que Haiti ou Escócia, mas o Brasil está em crescendo claro. Dá para sonhar o hexa, dá mesmo.

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E agora a surpresa

A Coreia do Sul foi a primeira equipa a encantar neste Mundial. Superiorizou-se à Chéquia com facilidade na primeira jornada e parecia ter tudo encaminhado para um apuramento.

Apesar da derrota com o México, a exibição deu alento a esse pensamento, pelo que é uma surpresa total ver que a África do Sul acaba em segundo lugar deste grupo, apurando-se após uma vitória sobre os sul-coreanos.

A Coreia do Sul fica com apenas três pontos e, como acontece com a Escócia e acontecerá com outras equipas, vai ter de esperar uns dias para perceber qual é o seu destino.

Os outros jogos do dia

Marrocos entrava com a perspetiva de que uma goleada ao Haiti podia dar o primeiro lugar, mas talvez a altivez tenha sido demasiada, já que a seleção caribenha conseguiu marcar não um, mas dois golos, repetindo o feito alcançando em 1974, a única participação do país em Mundiais até 2026.

A seleção marroquina, uma das que faz crescer mais água na boca, acabou por ganhar por 4-2, mas terá de acelerar novamente para confirmar as expectativas que criou. Claro que Ayyoub Bouaddi não ter sido titular não ajudou, mas é um alerta para os 16 avos de final, que nesta altura colocam a equipa na rota dos Países Baixos.

Apurado e em primeiro lugar, o México podia apenas cumprir calendário, mas aproveitou uma Chéquia ainda mais frágil do que seria de supor neste Mundial para alcançar a sua maior vitória. Resultado de 3-0 e nove pontos no bolso, a primeira seleção a consegui-lo neste Mundial.

Golo do dia

Que grande jogada do Brasil com rapidez e primeiro toque. O golo foi de Matheus Cunha, que não começou o Mundial a titular, mas dificilmente vai sair da equipa.

Frase do dia

"Agora estamos a jogar como uma equipa, esse é o objetivo. Não estamos perfeitos, temos coisas a melhorar. Podemos ser um pouco mais rápidos quando temos o controlo. Estou contente porque a equipa melhorou muito, agora estamos sólidos. No mata-mata a solidez é muito importante. Temos uma equipa sólida. Comparando com o primeiro jogo, temos menos erros, mais ritmo, mais efetividade na frente", afirmou Carlo Ancelotti após a vitória.

Jogador do dia

Não foi titular em nenhum dos dois primeiros jogos da Suécia, mas Lucas Bergvall é, aos 20 anos, um dos valores seguros do futebol escandinavo. Há vários anos que é rotulado de promessa, talvez desde os 13, quando já se falava dele pelos desempenhos nos jogos de escalões infantis.

Teve sempre o acompanhamento de perto de vários clubes de topo da Europa, mas preferiu uma progressão mais regrada no seu Brommapojkarna, de onde acabou por sair para o Djurgårdens. Lá só ficou um ano, porque o Tottenham quis rapidamente ficar com a joia, pagando 20 milhões de euros para isso.

Em Londres tem tido um percurso turbulento para o qual não está a ajudar o desempenho da equipa, mas é nome claro a ter debaixo de olho.

Camisola do dia

Os icónicos laranja e verde nunca abandonam a Costa do Marfim, que faz sempre questão de ter o elefante no equipamento. Esta camisola celebra uma nação unida pela paixão pelo jogo.

Camisola vibrante e com excelente conjugação do laranja vivo e os tons a verde (Carregue aqui para ver a imagem ampliada)

Músicas do dia

Rich Kalashh - Entre Nos 2 | Spotify; Apple Music; Tidal; Youtube

Rich Kalashh chega para nos despedirmos de Curaçau com boas vibes.

Magic System - 1er Gaou | Spotify; Apple Music; Tidal; Youtube

Este grupo da Costa do Marfim é perito em zouglou e coupé-décalé, dois estilos obrigatórios na música do país.

Julio Jaramillo - Nuestro Juramento | Spotify; Apple Music; Tidal; Youtube

Morreu em 1978 e ainda hoje é ícone no Equador pelas suas baladas que, apesar de antigas, já enviavam um quê de vanguarda para a altura.

Booka Shade - Darko | Spotify; Apple Music; Tidal; Youtube

Esta dupla da Alemanha está sempre a experimentar e o melhor são mesmo os primeiros álbuns. Como ao vivo, destacam-se as batidas.

Azu Tiwaline - Blowing Flow | Spotify; Apple Music; Tidal; Youtube

Esta artista chega-nos da Tunísia para criar novos mundos na música ambiente. Esta música começa quase como um ASMR, passa pelo tribalismo e acaba a pedir uma dança.

Doe Maar - Belle Hélène | Spotify; Apple Music; Tidal; Youtube

Nederpop, ou pop dos Países Baixos, confunde-se com esta banda formada ainda na década de 1970.

Miki Matsubara - Mayonaka No Door | Spotify; Apple Music; Tidal; Youtube

É uma instituição no Japão, que ficou em choque com a sua morte em 2004. Apesar de pertencer à cena pop, a construção arrojada com sintetizadores ou cordas é digna de destaque.

The Cardigans - Lovefool | Spotify; Apple MusicTidalYoutube

Apareceram no início dos anos 90 e rapidamente se percebeu que não iam ficar pela Suécia.

RÜFÜS DU SOL - Innerbloom | Spotify; Apple MusicTidalYoutube

Este trio de música chega da Austrália como um dos grandes nomes da música eletrónica do país.

Milk Shake - Flow Calle | Spotify; Apple MusicTidalYoutube

Formada na capital do Paraguai, Assunção, esta banda fundiu o folclore mais tradicional com os sons urbanos da modernidade.

islandman - Sumeru | Spotify; Apple MusicTidalYoutube

Este produtor da Turquia é gosto pessoal. A forma como mistura os sons mais tradicionais do país é exímia e isso percebe-se logo no primeiro momento de explosão desta música.

Dijon - Yamaha | Spotify; Apple MusicTidalYoutube

É dono de um dos álbuns do ano de 2025. Aqui vemos Frank Ocean e tudo mais o que possamos pensar da cena rap dos Estados Unidos que gosta de tocar no R&B.

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