Reação do selecionador depois da goleada a Marrocos (6-0) na fase final do Mundial Sub-17
Bino, selecionador de Sub-17, deu os parabéns aos jogadores pela segunda vitória na fase final do Mundial Sub-17, na goleada sobre Marrocos (6-0), mas fez algumas críticas quanto a atuação dos jovens jogadores na segunda parte.
Análise ao jogo que deixa Portugal com um pé nos 16 avos de final
«Primeiro, sabíamos que Marrocos é uma excelente equipa, íamos ter o máximo respeito por eles e pôr de sobreaviso aquilo que era o nosso processo defensivo e acho que os nossos jogadores estiveram fantásticos nisso. Entendemos bem o jogo, o que é sempre importante, marcámos primeiro e conseguimos aproveitar alguns dos espaços que eram fundamentais para podermos marcar mais golos e, depois, foi o avolumar do resultado. Acho que estivemos muito bem, principalmente na primeira parte.»
«Na segunda não gostei, não porque não fizemos mais golos, mas porque acho que devíamos ter feito uma gestão um bocadinho melhor. Claro que estamos a falar de miúdos, mas foi-lhes pedido isso. Naturalmente queria que estivéssemos numa situação melhor no jogo, sem nos desgastarmos muito, porque íamos encontrar esses espaços na mesma porque eles iam ter que arriscar. Aqui e ali arriscámos muitos passes e perdemos bolas desnecessariamente. São coisas que temos a melhorar. Quando se ganha por 6-0, as pessoas vão achar que não estou muito consciente, mas não, queremos melhorar constantemente. Parabéns por esta vitória que quase nos dá o apuramento, que ainda não está porque, matematicamente, isso pode ainda não acontecer. Sabemos que temos de melhorar para o próximo jogo com o Japão que também vai ser muito exigente.»
A força coletiva da seleção
«Por isso é que estava aqui a dizer….posso dar aqui como exemplo: há um lance em que há uma falta ao pé da nossa baliza e o guarda-redes manda subir toda a gente para bater. Não é isso que queremos. Com um resultado tão dilatado, não há essa necessidade e é isso que queremos para que sejamos cada vez mais consistentes, para acreditarmos naquilo que fazemos e fazermos sempre da mesma forma porque tem dado resultados. A mensagem é essa, não darmos a bola ao adversário, termos nós a bola e obrigar o adversário a correr. Podíamos ter acabado este jogo de forma diferente, de uma forma mais agradável para mim.»
Mudou oito jogadores de um jogo para o outro. São boas dores de cabeça?
«Muito boas, eles sabem disso. Já lhes falei disso. No primeiro jogo jogou uma equipa, no segundo jogou outra e no terceiro irão jogar eventualmente outros jogadores. Isto é um bocadinho nós respeitarmos o trabalho de todo os jogadores e acreditarmos em todos. Estarem lá dentro cinco minutos ou meia-hora, o importante é que façamos as coisas bem e que sejamos uma equipa.»