Vitória na final com a Áustria, com um golo solitário de Anísio Cabral
HISTÓRICO! Depois do título europeu em Tirana, o título mundial em Doha. Portugal venceu a Áustria (1-0), no Estádio Khalifa, em Doha, e garantiu a conquista de um título inédito nas galerias da Federação Portuguesa de Futebol. Uma final disputada com inteligência, eficácia e muita paciência, diante de uma Áustria muito competitiva, muito física que chegou ao jogo decisivo apenas com um golo consentido.
A Áustria mostrou, desde logo, ao que vinha, na abertura do jogo, com um pontapé longo, com a bola a sair pela linha de fundo, obrigando Portugal a sair a jogar mais atrás. Era assim que os austríacos pretendiam jogar, com um futebol direto, bolas longas, para defender com um bloco baixo e muito coeso. Foi desta forma que também chegou ao jogo decisivo, apenas com um golo consentido em sete jogos [na goelada á Nova Zelândia, por 4-1].
Portugal agradeceu a entrega da posse de bola e partiu para um jogo de paciência, com uma elevada posse de bola e muita paciência na procura de espaços. Os austríacos ainda tentaram exercer uma pressão alta nos primeiros instantes, mas rapidamente recuaram em toda a linha para defender com um bloco baixo. A partir daqui, Portugal teve de recorrer à sua melhor técnica para provocar desequilíbrios e encontrar espaços na bem povoada área austríaca.
Duarte Cunha criou a primeira oportunidade da partida e chegou mesmo a marcar, aos 14 minutos, mas estava claramente adiantado e não valeu. Logo a seguir a Áustria respondeu com aquele que terá sido o seu melhor lance de ataque em todo o jogo, lá está, com uma bola longa a destacar Johannes Moser que rematou forte, mas mauro Furtado deu o copo às balas. O avançado austríaco ainda tentou a recarga, mas saiu-lhe ao lado.
A partir daqui, Portugal assumiu definitivamente o controlo do jogo, trocando bem a bola e procurando furar à direita e à esquerda, face a uma Áustria cada vez mais recolhida. Um ascendente claro até ao golo, aos 32 minutos, num lance que começa num espetacular passe de Mauro Furtado a destacar Duarte Cunha sobre a direita, com o jogador do FC Porto a tocar para o lado, para o pontapé certeiro de Anísio Cabral.
Ainda houve dúvidas em relação à posição do avançado, mas o árbitro, depois de rever as imagens. acabou por confirmar o golo. Portugal estava na frente e Anísio Cabral, com sete golos marcados, ficava a apenas um golo de Johannes Moser, o melhor marcador do torneio.
O primeiro da Final é de 𝗔𝗻𝗶́𝘀𝗶𝗼 𝗖𝗮𝗯𝗿𝗮𝗹 ☝️✨ #Canal11 #FutebolEmPortuguês pic.twitter.com/nayC1s1tpK
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Esperava-se uma reação imediata da Áustria, mas a verdade é que Portugal continuou com ume elevada posse de bola diante de um adversário que manteve o bloco baixo até ao intervalo.
Empate bateu no poste
A segunda parte foi bem diferente. Portugal procurou manter o controlo do jogo, mas a Áustria subiu o seu bloco, com as duas equipas a passarem a disputar a bola numa curta faixa de terreno. Seguiram-se os inevitáveis choques, com os austríacos a assumirem, agora, um jogo bem mais físico. Portugal voltou a ter que ter muita paciência,
Um jogo que também passou a ser disputado através das mudanças promovidas pelos selecionadores a partir do banco. João Aragão, mal entrou, teve uma boa oportunidade, mas a verdade é que a Áustria estava a dar mais trabalho e a obrigar Portugal a cometer mais erros.
Um equilíbrio inconstante, com a Áustria ainda a provocar alguns calafrios na ponta final, primeiro com um remate ao poste de Frauscher e depois de um canto confuso na área portuguesa, mas o jogo acabou com Portugal a controlar no campo austríaco.
Portugal junta, assim, o título mundial ao título europeu. O regresso dos heróis está previsto para o próximo sábado.
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Figura do jogo: Mauro Furtado, um jogo em cheio
Que grande jogo do central do Benfica! Mauro Furtado esteve exímio a defender, mas também a sair a jogar, com passes bem medidos, a proporcionar boas transições para Portugal, como aconteceu no lance decisivo que ditou o golo solitário de Portugal. Um passe longo a destacar Duarte Cunha que acabaria por fazer a assistência para Anísio Cabral. O central foi depois, também, determinante nos instantes finais, atuando com inteligência no período em que os austríacos arriscaram mais.
Momento do jogo: golo de Anísio Cabral
Um golo solitário que valeu uma conquista inédita tem de ser o momento do jogo, mas também podíamos ter elegido o remate de Frauscher ao poste a cinco minutos do final. O que fica a contar foi mesmo o golo do avançado do Benfica, aos 32 minutos. Um golo simples, com o avançado a ter apenas de encostar, depois da assistência de Duarte Cunha. Foi o sétimo golo de Anísio nesta final, mas valeram apenas a Bola de Prata, uma vez que o austríaco Johannes Moser marcou mais um.