Mundial Sub-17: Portugal despacha Marrocos com mais meia dúzia de golos

6 nov, 14:29

Portugal goleia campeão africano em título, Depois dos 6-1 à Nova Caledónia a abrir. Apuramento para os oitavos de final do Mundial sub-17 está garantido

Demolidor! Portugal goleou Marrocos, campeão africano em título, por 6-0 no segundo jogo na fase final do Mundial Sub-17 que está a decorrer no Qatar e já está com um pé nos 16 avos de final da competição, com um saldo de doze golos marcados e apenas um consentido em apenas dois jogos. José Neto, lateral do Benfica, foi a grande figura desta goleada, com duas assistências e dois golos. Segue-se o Japão, na luta pelo primeiro lugar.

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Marrocos chegou a este Mundial de peito feito, a ostentar o título continental e como um dos países que mais tem crescido ao nível da formação, com destaque para a recente conquista do Mundial Sub-20, mas a verdade é que escorregou logo na primeira jornada, diante do Japão (0-2) e chegou a este segundo jogo com a obrigação de, pelo menos, pontuar.

Mas foi Portugal que entrou a mandar sobre o relvado do Campo 8 do Aspire Academy, no Qatar, com uma elevada posse de bola e uma pressão alta a condicionar a saída de bola dos marroquinos. Aos quinze minutos, Bino pediu vídeo-assistant, uma novidade neste Mundial que permite aos selecionadores pedir, por uma única vez, a revisão-vídeo de qualquer lance, neste caso sobre um possível penálti sobre Anísio Cabral que o árbitro, depois de rever as imagens, não assinalou.

A verdade é que Portugal estava por cima do jogo como ficou bem claro nos minutos que se seguiram, com Portugal a marcar três golos de rajada, em apenas oito minutos. João Aragão, a passe de José Neto, abriu as hostilidades, aos 20, com uma vertiginosa descida pelo lado esquerdo a culminar com um remate certeiro. Mais dois minutos, e Anísio Cabral, que já tinha bisado frente à Nova Caledónia, dobrou a vantagem, enquanto, aos 28, José Neto cruzou para Mateus Mide fazer o terceiro.

Em apenas oito minutos, Portugal marcava três golos, revelando uma eficácia extrema, com três pontapés certeiros num total de quatro remates até àquele momento. Marrocos abanou e de que maneira, levando o selecionador a fazer duas alterações de imediato, procurando refazer o flanco direito, o lado mais vulnerável dos marroquinos.

Marrocos até melhorou, mas Portugal marcou ainda mais um golo antes do intervalo, com o portista Mateus Mide a bisar desde a marca dos onze metros, na conversão de um penálti a punir uma falta do guarda-redes marroquino sobre Anísio Cabral. Portugal chegava, assim, ao intervalo, com uma confortável vantagem de quatro golos.

Quinto golo logo a abrir a segunda parte

Marrocos voltou a mexer na equipa para o início da segunda parte, mas não houve tempo para analisar as novas mudanças, uma vez que a equipa de Bino voltou a marcar ainda antes de ficar concluído o primeiro minuto. Um golo que resulta de um erro tremendo de Marrocos, com José Neto, que já tinha feito duas assistências, a aproveitar para marcar com o pé esquerdo. 5-0!

Mas onze minutos e novo golo de José Neto, agora de cabeça. Exibição sensacional do lateral do Benfica, com duas assistências e outros tantos golos neste jogo.

Marrocos ainda chegou a festejar um golo, num lance em que ficaram dúvidas sobre a bola terá passado a linha fatal. O árbitro foi rever as imagens, uma vez que também estava em análise um eventual corte com o braço no mesmo lance, mas não deu nada, nem penálti, nem golo.

Portugal levantou depois o pé, mas sem nunca perder o controlo do jogo, ficando sempre à espreita de um sétimo golo, face aos sucessivos erros cometidos pelo nervoso adversário.

Com esta segunda goleada, doze golos em dois jogos, Portugal garante praticamente a qualificação para os 16 avos de final, mas pode ainda ter de discutir o primeiro lugar do grupo, na última jornada, frente ao Japão [domingo, 13h30].

Marrocos, por seu lado, com duas derrotas, está praticamente afastado deste Mundial, embora ainda possa aspirar a passar como um dos melhores terceiros lugares, caso aplique uma goleada à Nova Caledónia na última ronda, mas ficará sempre dependente de terceiros.

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