Mundial de Clubes: Manchester City-Al Hilal, 3-4 a.p. (crónica)

1 jul 2025, 08:43
Koulibaly e Rúben Neves festejam golo do Al Hilal ante o Manchester City (MIGUEL RODRIGUEZ/EPA)
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Jogo de loucos e sauditas tombam ingleses no prolongamento

De loucos! E uma maratona de futebol de madrugada para quem viu em Portugal. O Al Hilal, com os portugueses Rúben Neves e João Cancelo, eliminou o Manchester City, de Rúben Dias, Matheus Nunes e Bernardo Silva, nos oitavos de final do Mundial de Clubes (4-3 após prolongamento).

Num jogo com os cinco portugueses de início, Bernardo Silva deu vantagem cedo à equipa treinada por Pep Guardiola (9m) e o guarda-redes Yassine Bounou acabou por ser a figura da primeira parte ao negar uma vantagem maior ao Manchester City.

Até que, nos primeiros dez minutos da segunda parte, começou a desenhar-se um jogo diferente. Em seis minutos, o Al Hilal deu a volta ao jogo por Marcos Leonardo (46m) e Malcom (52m). Haaland empatou pouco depois (55m) e o 2-2 no marcador não mais se alterou até ao prolongamento, período em que o ex-Benfica Marcos Leonardo bisou para fechar o resultado e foi herói (112m), já depois dos golos de Koulibaly (94m) e Foden (104m).

O City chegou ao 1-0 num desvio de Bernardo Silva na pequena área, numa insistência após um bom lance entre Reijnders e Aït-Nouri. O Al Hilal ainda ficou a alegar uma mão na bola durante a jogada, mas o golo foi mesmo validado.

Depois, até ao intervalo, destacou-se Bounou na baliza, ao tapar os caminhos do golo a Savinho (24m), Gundogan (29m) e Gvardiol (30m), além de ameaças de Doku (38m) e Bernardo Silva (44m).

O 1-0 arrastou-se para a segunda parte e o Al Hilal, sem o seu líder Salem Al Dawsari e o seu grande goleador Aleksandar Mitrovic, reentrou com tudo e empatou logo aos 42 segundos da segunda parte. Malcom fez uma grande jogada individual, solicitou João Cancelo na direita e o português cruzou para a área, com Marcos Leonardo, na sobra após um ressalto, a fazer o 1-1 de cabeça.

Num reinício de loucos, o Al Hilal deixou novo aviso logo a seguir e marcou mesmo o 2-1 aos 51 minutos: Cancelo isolou Malcom e o brasileiro correu meio-campo inteiro para bater Ederson.

À desvantagem, Guardiola respondeu com três mudanças na equipa (já previstas antes do 2-1) e, já com Aké, Akanji e Rodri, Haaland fez o 2-2, aproveitando um ressalto na área, após canto de Bernardo Silva. O mesmo Haaland ficou perto doo 3-2 aos 84 minutos, novamente após um canto de Bernardo, mas um corte decisivo de Rúben Neves em cima da linha impediu a festa, tal como impediu Bounou num remate de Rúben Dias logo a seguir.

Houve aproximações de um lado e do outro, mas o 2-2 não se alterou e, no prolongamento, já com Marmoush e Cherki do lado do City, foi o Al Hilal a marcar aos 94 minutos, por Koulibaly, de cabeça, após canto na esquerda de Rúben Neves.

O City chegou ao 3-3 por Phil Foden aos 104 minutos, com um desvio subtil na pequena área, após um belo cruzamento de Cherki. Porém, a equipa treinada por Simone Inzaghi voltou mesmo a marcar, com Marcos Leonardo a decidir por fim o jogo, aos 112 minutos, na recarga a uma defesa para a frente de Ederson ao cabeceamento de Milinkovic-Savic.

Depois de um jogo épico, o Al Hilal vai agora medir forças com o Fluminense, nos quartos de final, na sexta-feira (20h00), em Orlando.

FIGURA: Marcos Leonardo

O antigo avançado do Benfica foi determinante para o êxito do Al Hilal ante o Manchester City, com dois dos quatro golos da equipa saudita. Empatou o encontro logo a abrir a segunda parte e, no prolongamento, depois de ter iminente a substituição, justificou a continuidade em campo com o 4-3 final.

MOMENTO: a reentrada em jogo do Al Hilal

O Manchester City foi amplamente superior na primeira parte, mas o Al Hilal entrou bem melhor na segunda e chegou ao empate nem com um minuto jogado por Marcos Leonardo, lançando-se para um jogo que mudou a partir daí. Uma reentrada que foi determinante para o decurso do jogo.

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