Mundial de Clubes: Chelsea-Paris Saint-Germain, 3-0 (crónica)

13 jul 2025, 22:22

Cole Palmer apaga luz de Paris

O Paris Saint-Germain conquistou França e a Europa, mas foi o Chelsea que conquistou o mundo este domingo, com base numa exibição portentosa de Cole Palmer que está na origem dos três golos que equipa inglesa marcou na primeira parte. Enzo Maresca estudo muito bem a equipa de Luis Enrique, conseguiu anular as principais peças do campeão da Europa e reclamou o troféu da FIFA com todo o mérito. João Neves foi expulso, já perto do final do jogo, depois de puxar os cabelos a Cucurella.

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A verdade é que o Paris Saint-Germain chegou a esta final como grande favorito, por tudo o que tinha demonstrado até aqui. Uma máquina imparável, uma equipa que jogava ao primeiro toque, de olhos fechados, mas esta noite não foi assim. O Chelsea entrou melhor no jogo, com uma forte intensidade, marcou o ritmo de jogo e, sobretudo, não deixou o PSG jogar.

Com Pedro Neto a titular, a equipa de Maresca saiu a jogar, desde logo, com um forte ataque à profundidade, obrigado os campeões da Europa a recuar em toda a linha. Mais impressionante foi a forma como a equipa inglesa reagiu à perda de bola, procurando, desde logo, marcar todos os jogadores do PSG, colocando um travão na máquina de Luis Enrique como ainda ninguém tinha feito até aqui.

Um Paris Saint-Germain irreconhecível que não conseguia escapar à intensa pressão do Chelsea, perdia facilmente a bola e cometia erros grosseiros a defender. Cole Palmer deu o primeiro sinal, com um remate que saiu a rasar o poste e que iludiu muita gente, com a bola a bater nas redes traseiras e a dar ilusão de golo. Não foi, mas foi logo a seguir, aos 22 minutos, num lance que começa com uma bola longa de Robert Sánchez, com Malo Gusto a ganhar a Nuno Mendes e a servir Cole Palmer que, desta vez, atirou a contar.

Logo a seguir ao primeiro golo, houve a habitual pausa para hidratação, face ao muito calor que se fazia sentir em New Jersey, e, no recomeço do jogo, Palmer, o avançado dispensado por Pep Guardiola, voltou a marcar. Mais uma bola longa para as costas da defesa parisiense, com o avançado a levar a bola, com calma, João Pedro baralhou as marcações, e Palmer voltou a surpreender Donnarumma com mais um remate colocado. Simples e eficaz.

Um segundo golo que bateu mais fundo no conjunto de Luis Enrique. A verdade é que o PSG procurou reagir, aumentou os índices de posse de bola, ganhou metros no terreno, mas foi o Chelsea que voltou a marcar, já perto do intervalo, outra vez com Palmer na jogada. Uma transição rápida, com o avançado a levar a bola até à entrada da área, a fazer um compasso de espera, antes de a soltar para João Pedro assinar o 3-0.

Já em tempo de compensação, João Neves, que meteu a cabeça onde poucos chegam com os pés, assinou a melhor oportunidade do PSG em toda a primeira parte, mas Robert Sánchez defendeu. O Chelsea chegava ao intervalo com uma confortável vantagem de três golos e tinha o campeão da Europa, nesta altura, completamente amarrado.

Um cenário que o PSG procurou alterar no arranque da segunda parte, tentando aumentar a velocidade do jogo, diante de um Chelsea que, agora mais recuado, continuava com uma marcação inabalável. Um golo dos parisienses até poderia relançar o jogo, mas os ingleses continuaram a ser uma equipa muito consistente diante de um campeão da Europa que parece ter perdido o brilho que ostentou em quase toda a temporada.

O PSG ainda tentou remar contra a maré, mas os jogadores começaram a acusar o cansaço acumulado de uma temporada muito exigente, numa noite que voltou a ser marcada por elevadas temperaturas em New Jersey.

Luis Enrique ainda lançou as suas últimas cartadas e, por alguns instantes, chegámos a ter cinco portugueses em campo, depois de Gonçalo Ramos saltar do banco. Foi por pouco tempo, uma vez que Pedro Neto foi substituído logo a seguir e João Neves acabou mesmo expulso já perto do final. O internacional português já andava pegado com Cucurella e, depois de mais uma provocação do lateral espanhol, acabou mesmo por puxar os cabelos ao adversário.

O Chelsea conquista, assim, a reformulada competição da FIFA com todo o mérito, diante de um Paris Saint-Germain irreconhecível que perdeu a primeira competição em que esteve envolvido na presente temporada.

Confusão no final do jogo:

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