Acordo tem como objetivo garantir a segurança durante o Campeonato do Mundo
Os governos de Portugal, Espanha e Marrocos assinaram, esta sexta-feira, em Rabat, um acordo que prevê a cooperação judiciária entre os organizadores do Mundial 2030, com o objetivo de resolver, de forma imediata, incidentes e litígios comerciais.
Este acordo vai estar em vigor até 31 de dezembro de 2030.
Rita Alarcão, ministra da Justiça portuguesa, refere que a cooperação não tem apenas o intuito de dar resposta aos desafios operacionais, mas sim uma «afirmação de uma visão partilhada» entre Portugal, Espanha e Marrocos.
«Este memorando de entendimento sobre cooperação judiciária não se destina apenas a dar resposta aos desafios operacionais de um evento desta dimensão — é também a afirmação de uma visão partilhada da justiça, fundada na confiança mútua, na segurança e na capacidade de articulação entre sistemas jurídicos distintos. Portugal está plenamente empenhado neste esforço comum e podem contar connosco como parceiro ativo, leal e determinado na concretização destes esforços», disse.
Por outro lado, Félix Bolaños, ministro da Justiça espanhol, destaca a vontade em realizar um Mundial «exemplar», enquanto que o homólogo marroquino, Abdellatif Ouahbi, considera que o evento será um «casamento futebolístico» que fará o Mediterrâneo e o Atlântico «num grande estádio de futebol».
O Mundial 2030, recorde-se, é o primeiro Mundial a ser organizado em dois continentes.