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Mundial 2026: Japão-Suécia, 1-1 (crónica)

26 jun, 02:10
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«Acordo de cavalheiros» deixa Portugal à espera

O empate servia aos dois e foi exatamente isso que Japão e Suécia levaram de Dallas. Num jogo morno durante largos períodos e apenas animado na segunda parte, o 1-1 confirmou o apuramento dos nipónicos para os 16 avos de final como segundos classificados do Grupo F e permitiu também aos escandinavos seguir em frente entre os melhores terceiros. Pelo caminho, Portugal viu adiado o apuramento matemático para a fase a eliminar.

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Desde cedo percebeu-se que nenhuma das equipas estava disposta a correr riscos desnecessários. Com os Países Baixos já em vantagem sobre a Tunísia no outro encontro do grupo, o empate era um resultado confortável para ambos e isso refletiu-se no ritmo da partida.

Ainda assim, foi a Suécia, que contou com Lagerbielke (Sp. Braga), Gyökeres (ex-Sporting) e Lindelof (ex-Benfica), quem entrou mais atrevida. Aos seis minutos, Isak combinou bem com Bernhardsson e obrigou Suzuki à primeira intervenção de mérito. O Japão respondeu apenas aos 22 minutos, quando Maeda, antigo avançado do Marítimo, cabeceou por cima da baliza de Zetterström.

O encontro perdeu depois intensidade e transformou-se numa sucessão de posse de bola sem consequências. A nota mais marcante antes do intervalo acabou por ser a lesão de Hien, que saiu muito queixoso do pé direito, obrigando Graham Potter a reorganizar a defesa, com Lindelöf a recuar para o centro.

Só nos descontos da primeira parte surgiram novas emoções. Nakamura apareceu em boa posição, mas esbarrou numa grande defesa de Zetterström. Na resposta, Gyökeres tentou a sorte de fora da área, sem conseguir desfazer o nulo.

O segundo tempo trouxe aquilo que faltara nos primeiros 45 minutos: golos e emoção.

Aos 56 minutos, o Japão desenhou a melhor jogada coletiva da noite. Doan encontrou Maeda entre os centrais suecos e o antigo avançado do Marítimo bateu Zetterström, colocando os asiáticos em vantagem. Nessa altura, Portugal ficava virtualmente apurado para os 16 avos de final.

A «alegria portuguesa» durou apenas seis minutos. Anthony Elanga pegou na bola sobre a direita, puxou para dentro e disparou um remate em arco indefensável para Suzuki. Um golo de belo efeito que devolveu a igualdade ao marcador e recolocou a Suécia em posição de qualificação.

A partir daí, foram os escandinavos quem mais procurou a vitória. Isak obrigou Suzuki a uma defesa apertada de fora da área, Elanga voltou a testar o guarda-redes japonês já nos descontos e, mesmo em cima do apito final, Isak cabeceou à trave na sequência de um pontapé de canto, muito perto de completar a reviravolta.

O empate acabou por agradar aos dois lados. O Japão segurou o segundo lugar do Grupo F e terá pela frente o Brasil na fase a eliminar. A Suécia também segue em frente como um dos oito melhores terceiros classificados, enquanto Portugal terá de esperar para confirmar matematicamente o apuramento. Os Países Baixos, que venceram a Tunísia por 3-1, fecharam o grupo no primeiro lugar e vão defrontar Marrocos.

O Momento: empate de Anthony Elanga

O extremo sueco pouco apareceu durante quase uma hora, mas quando a formação nórdica necessitou, marcou um verdadeiro golaço e colocou a Suécia de novo em posição de apuramento para os 16 avos de final.

A Figura: Suzuki

O guarda-redes japonês foi decisivo para que a sua seleção segurasse o empate, com intervenções de grande nível perante Isak e Elanga, além de ainda ver a trave ajudá-lo no derradeiro cabeceamento já no final do encontro.

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