Mundial 2026: Rep. Irlanda-Portugal, 2-0 (destaques)

13 nov, 22:15
Mundial 2026: República da Irlanda-Portugal (FOTO: JOSE SENA GOULAO/LUSA)

Um Parrott a voar e um Ronaldo em queda livre

Figura do jogo: Troy Parrott

Marcar dois golos a Portugal não é para qualquer um. Dois golos que até podiam ter sido mais, tanta foi a liberdade que o avançado do AZ Alkmaar teve nas rápidas transições da Irlanda. O primeiro golo, nem foi numa transição, foi na sequência de um pontapé de canto, com Parrott a antecipar-se a toda a gente, depois de Scales amortecer uma bola. Parrott já tinha ameaçado com uma ou duas incursões e, à terceira, acabou mesmo por bisar no jogo, escapando à pressão de Rúben Neves para depois colocar a bola junto ao primeiro poste. Sem dúvida, a figura deste jogo.

Momento do jogo: expulsão de Cristiano Ronaldo

Num dos momentos em que Portugal mais precisava de Cristiano Ronaldo, o capitão viu o primeiro cartão vermelho ao serviço da seleção. Portugal tinha chegado ao intervalo a perder por 2-0 e tinha entrado na segunda parte à procura de um jogo mais direto quando, num lance sem bola, Ronaldo atingiu O’Shea com uma cotovelada nas costas. Um lance inicialmente punido com amarelo, que mudou para um óbvio vermelho depois do árbitro rever as imagens que já todos tínhamos visto. Não foi definitivamente um bom momento para Ronaldo perder a cabeça.

Outros destaques:

Vitinha

Trabalhou com limitações toda a semana e só treinou no dia em que Portugal viajou para a Irlanda, mas esta noite pareceu o jogador menos limitado de Portugal. Correu o tempo todo, esteve em todo o lado, encheu o campo. Logo nas primeiras transições rápidas dos irlandeses, foi Vitinha quase sempre o primeiro a recuperar, depois apareceu à direita, à esquerda, tentou furar pelo meio e acabou mesmo por jogar os 90 minutos, sem perder fôlego.

Ogbene

A par de Parrott, um dos melhores da Irlanda, pela velocidade qua conseguiu atribuir às transições da Irlanda, levando a bola, em dois tempos, para junto da área de Diogo Costa e colocando a defesa portuguesa em polvorosa.

Francisco Trincão

Em apenas meia-hora, deixou claro que podia ter sido muito útil a Portugal esta noite. Conseguiu o que Bernardo Silva e João Félix nunca conseguiram, com rápidas mudanças de velocidade, boas combinações, a trazerem frescura ao jogo de Portugal.

Kelleher

A Irlanda jogou praticamente com sete defesas fixos e três homens preparados correr e, para isto, não precisava de meio-campo, precisava apenas que alguém metesse a bola lá na frente. Ora, foi precisamente o guarda-redes da Irlanda, Kelleher, que com pontapés precisos, deu início a quase todos os lances de ataque da Irlanda.

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