Médio garante que todo o grupo está pronto para dar resposta na partida contra a República Democrática do Congo
A melhor seleção de sempre é a que ganha. Esta foi a primeira ideia deixada por Bruno Fernandes na conferência de imprensa de antevisão à estreia no Mundial, que acontece esta quarta-feira contra a República Democrática do Congo.
“Sonhar não é proibido”, atirou o número 8, mas o foco está em andar “jogo a jogo”, para que não se deem já demasiados passos à frente.
Ainda assim, Bruno Fernandes está ciente do poderio da Seleção e do talento presente no grupo, incluindo de jogadores como Tomás Araújo, que provavelmente vai assumir a titularidade esta quarta-feira, já que Rúben Dias vai mesmo falhar a partida.
“Sabemos que há jogadores mais falados que outros, jogadores que estão em clubes de maior nome que outros, mas acreditamos todos uns nos outros e temos capacidade de dar resposta, independentemente do jogador que possa faltar”, sublinhou.
Falando de um ponto de vista mais individual, o médio que foi considerado o melhor jogador da Premier League acredita que está num bom momento, até porque teve uma época menos carregada que outros companheiros, logo à cabeça Vitinha ou João Neves, que foram até ao fim na Liga dos Campeões com o PSG.
Questionado sobre os primeiros dias e as críticas pelas idas à praia em Palm Beach, Bruno Fernandes lembrou que estava tudo planeado e faz parte da adaptação, até porque a alternativa seria estar fechado no hotel.
“É importante também para ter momentos de grupo, momentos em que podemos criar, para além de boas memórias, um bom ambiente de grupo, com algumas brincadeiras, algumas palhaçadas, momentos mais tranquilos que serão importantes”, justificou, lamentando que os jogadores já estejam habituados a que haja sempre uma conotação negativa com o que fazem os jogadores da Seleção.
Sobre a praia em concreto, Bruno Fernandes defendeu que servirá para a adaptação ao sol - “nós em Manchester não vemos o sol muitas vezes” -, mas também para manter a questão física no topo.
Olhando para a qualidade do meio-campo de Portugal, Bruno Fernandes não lembrou apenas Vitinha ou João Neves, mas também Samu Costa e Rúben Neves, garantindo que a Seleção estará sempre "bem servida", até porque "não há diferença entre ser o melhor jogador da Premier League ou bicampeão europeu".
O número 8 da Seleção admitiu ainda que está nervoso para entrar em campo, até porque já foi um de nós: "Acho que esse nervosismo faz parte, representamos a nossa seleção e o sonho de milhares de meninos e meninas. Tanto como eu já fui essa criança que em 2004 no Europeu, que foi a primeira que eu tenho memória, caminhava pelas estradas até aos ecrãs gigantes para tentar ver Portugal com a bandeira às costas, a bandeira pintada na cara. Eu vejo um pouco desse menino ainda em campo. Quero que esses meninos que tanto olham para nós e tanto nos idolatram, possam amanhã sentir-se bem representados e sonhar um dia poder cá estar, porque foi assim que começou o meu sonho. Espero que muitos deles consigam também alcançar esse sonho".
