Selecionador entende, naquele que é o seu último dia no cargo, que Portugal tentou ganhar até ao último minuto, mas não foi bem isso que se viu em campo
Temos uma má notícia para todos: as televisões dos portugueses estão avariadas ou com problemas de transmissão. Nem é por falta de escolha - Sport TV, RTP e LiveModeTV deram o jogo -, é porque não estão a dar o que se passou no relvado de Dallas.
Pelo menos a julgar pelas palavras de Roberto Martínez, que viu um jogo em que Portugal não falhou e ainda jogou olhos nos olhos. “Não falhámos”, garantiu, ele que confirmou o adeus à Seleção.
“Tentámos ganhar até ao último minuto”, reiterou o ainda selecionador, que entende ser legítimo que Pedro Proença possa escolher “o seu selecionador”, o que é um sinal claro de que Roberto Martínez entendeu não ter o respaldo do presidente da Federação Portuguesa de Futebol.
Mas voltando às televisões, pelo menos na transmissão que deu em Portugal não ficou visível que tenhamos tentado ganhar o jogo. Na primeira parte talvez, mas a segunda parte totalmente anónima deixa a entender qualquer outra coisa diferente disso.
Ganhar não tentámos, e marcar só tentámos depois de ficarmos a perder já nos descontos. Difícil de concordar, portanto.
“O meu contrato termina hoje e não há muito mais a falar”, continuou Roberto Martínez, que demonstrou uma aparente mágoa pela forma como decorreu a sua estadia na Seleção durante a vigência de Pedro Proença.
No adeus, Martínez deixou agradecimentos ao povo português e aos jogadores, falando dos seus recordes, nos 45 jogos que comandou a equipa, e na vitória na Liga das Nações.
“É o fim de um ciclo, levo comigo as memórias”, afirmou ainda o técnico espanhol, afirmando que a decisão “não estava fechada” antes da competição, considerando que “sem ganhar o Mundial não fazia sentido continuar”.
