Espanhóis já anteveem o confronto com Portugal, mas também há quem dê destaque especial à substituição do capitão
“Vem aí o Bicho”, avisa o diário espanhol AS, numa referência clara a Cristiano Ronaldo. Mais do que a Seleção, nuestros hermanos parecem preparar-se para defrontar o capitão, que voltou a ser decisivo com um golo frente à Croácia.
Um jogo de loucos em que chegou a parecer que “Cristiano ia despedir-se dos Mundiais”, como escreve a Marca, também de Espanha.
Só que quando isso parecia uma possibilidade, Cristiano Ronaldo “apareceu” num “penálti absurdo” cometido pela defesa da Croácia, ainda para mais quando a seleção croata estava na frente do marcador e Portugal parecia sem capacidade para reagir.
“E Ronaldo não perdoa duas vezes. Empatou Portugal. Empatou Cristiano com o seu terceiro golo no Mundial. O seu primeiro numa eliminatória de um Mundial”, continua a Marca, que coloca a palavra “herói” noutro jogador: Gonçalo Ramos.
É o “suplente eterno” de Cristiano Ronaldo, sublinha o AS, que também apelida o agora jogador do AC Milan de “herói”, mas no caso “herói na ausência” do capitão, substituído de surpresa numa decisão corajosa, mas totalmente necessária de Roberto Martínez para encetar a “remontada épica dos portugueses”.
O Independent foi mais lacónico e seco. Depois de ter apelidado Cristiano Ronaldo de “estátua” e ter criticado a Seleção, o jornal inglês dedicou poucos parágrafos a falar da vitória sobre a Croácia.
Limitou-se a falar num “drama tardio” com o golo do “substituto de Ronaldo” e uma decisão dramática do VAR.
Já o The Athletic, complemento desportivo do The New York Times, escolheu frisar por várias vezes que esta foi a primeira vez que Cristiano Ronaldo marcou num jogo a eliminar no Campeonato do Mundo.
Aquela publicação fala num jogo “caótico”, nomeadamente pelo fim e pelo golo anulado à Croácia, mas também dá destaque particular à substituição do capitão, que “não conseguiu esconder o desapontamento ao ver o seu número ser levantado”.
“Fez uma careta, olhou para o céu e revirou os olhos, caminhando cabisbaixo em direção à linha lateral antes de, de repente, parecer recordar-se daquele espírito de equipa que demonstrara na fase de grupos e dar um toque de mão relutante a Rúben Neves. Continuou a abanar a cabeça enquanto cumprimentava os companheiros no banco, visivelmente emocionado com a ideia de a sua carreira na seleção portuguesa estar a chegar ao fim”, completa o The Athletic.
