Presidente da FPF aponta objetivos elevados para a Seleção e fala na continuidade de Roberto Martínez, sublinhando que a avaliação será feita no pós-Mundial
Pedro Proença traçou esta sexta-feira a fasquia para o Mundial da Seleção Nacional. Em declarações à RTP, antes do particular entre Portugal e o Chile, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol foi claro sobre o que considera um cenário negativo na prova que se aproxima.
«Eu diria que o mau mundial será obviamente não chegar acima dos quartos de final», afirmou o dirigente, sublinhando a exigência do contexto competitivo e a ambição que rodeia o grupo.
Ainda assim, Proença deixou elogios ao momento da Seleção e ao trabalho desenvolvido na preparação para a competição, acreditando que há razões para otimismo.
«Eu diria que é isso mesmo, quer dizer, é essa legitimidade da qualidade dessa nossa seleção que nos permite, obviamente, estar muito esperançosos de que este ano podem acontecer coisas boas. A preparação tem sido muito intensa, há um grande compromisso destes jogadores maduros que chegaram a um processo de maturidade», referiu.
Questionado sobre a continuidade de Roberto Martínez e sobre as notícias que têm surgido em torno do selecionador, Pedro Proença foi claro quanto ao entendimento entre todas as partes.
«Eu vou plagiar aquilo que já disse o nosso selecionador, são as três ideias fundamentais: primeiro, há um alinhamento total entre a Direção Técnica e o seu Presidente, segundo, o foco neste momento é efetivamente este Mundial, e a terceira e última, que é uma coisa boa entre pessoas de bem, e que tem as mesmas perspetivas, iremos resolver isto em cinco minutos», afirmou.
O presidente da FPF reforçou ainda a ideia de que qualquer avaliação sobre o futuro do selecionador só será feita depois da competição.
«As prestações nas áreas desportivas têm que terminar sempre com um processo avaliativo, daquilo que foram ou não foram os objetivos cumpridos», explicou, deixando claro que o desfecho do Mundial será determinante.
