Astro alcançou o jogo com mais dribles em Mundiais, fez algo inédito em 56 anos, vive a melhor campanha e aponta a mais recordes. Se domingo for favorável à Argentina, então Messi pode reservar espaço para a nona Bola de Ouro
Lionel Messi vive – potencialmente – o último Mundial da carreira e, em simultâneo, o coroar de uma carreira única. Além de ser o melhor marcador em Mundiais (21 golos) e o jogador com mais assistências (12), o astro de 39 anos pode sagrar-se bicampeão e, pela primeira vez, o melhor artilheiro de um Mundial.
Em 2022 fez sete golos e ficou a um de Mbappé, nesta edição leva oito, empatado com o francês.
No quadro das assistências, Messi acumula quatro – mais uma do que em 2022 – a uma do francês Olise. Caso lidere em golos e assistências, o avançado argentino será o primeiro a consegui-lo em Mundiais.
Caso não descole de Mbappé, então o francês será o primeiro a sagrar-se o melhor marcador em Mundiais consecutivos.
Na quarta-feira, contra a Inglaterra, Messi tornou-se no primeiro jogador desde '70 a acumular 10 dribles e duas assistências numa só eliminatória. De acordo com o SofaScore – parceiro estatístico do Maisfutebol – o capitão argentino só é superado pelo alemão Reinhard Libuda, que em 1970 aplicou 11 dribles, duas assistências e um golo contra a Bulgária.
Assim, Messi alcançou o jogo na prova com mais dribles, superando os nove aplicados a Islândia (2018) e Alemanha (2010).
Segue-se a final com a Espanha, no domingo (20h), a primeira entre as seleções campeãs em título da Europa e da América do Sul. Este duelo até já poderia ter acontecido, mas a Finalíssima 2026 foi cancelada devido ao conflito armado no Médio Oriente.
A Espanha almeja repetir 2010 – com o título mundial a suceder ao título europeu – enquanto a Argentina aponta à quarta estrela (1978, 1986 e 2022), a segunda de forma consecutiva, algo que não acontece desde 1962.
Lionel Messi – o jogador com mais jogos (201) e golos (121) pela Argentina – pode inaugurar o inédito lote de jogadores argentinos com dois Mundiais conquistados, na companhia de Emiliano Martínez, Rulli, Molina, Montiel, Cristian Romero, Otamendi, Lisandro Martínez, Tagliafico, De Paul, Paredes, Enzo Fernández, Mac Allister, Palacios, Thiago Almada, Julián Álvarez e Lautaro Martínez.
Em simultâneo, Messi pode continuar a dourar o currículo, pois já conquistou Finalíssima (2022), Mundial (2022), Copa América (2021 e 2024), Jogos Olímpicos (2008), Mundial Sub-20 (2006), Champions (quatro), Mundial de Clubes (três), Taça das Américas (2023), Supertaça Europeia (três), La Liga (10), Supertaça de Espanha (sete), Taça de Espanha (sete), Ligue 1 (duas), Supertaça de França e MLS.
Caso o desfecho seja favorável à Argentina, então a nona Bola de Ouro de Messi adquire contornos de realidade. O melhor Mundial da carreira surgir aos 39 anos, com recordes e bicampeonato, é algo somente ao alcance dos melhores entre as lendas.
