Mundial 2026: Espanha-Áustria, 3-0 (crónica)
«Roja» atropela e espera por Portugal...ou Croácia
A Espanha não vencia em eliminatórias de Mundiais desde a final de 2010 – até esta quinta-feira. Na Califórnia, a “Roja” não deu qualquer hipótese ao sonho austríaco e avançou para os oitavos de final, aguardando por Portugal ou Croácia.
Para o arranque do “mata-mata”, Luis de la Fuente recuperou o “onze” apresentado contra a Arábia Saudita, com Pedro Porro e Dani Olmo a regressarem à titularidade. Na Áustria, Ralf Rangnick operou três trocas, com Danso, Wanner e Gregoritsch de início. Por sua vez, o médio Florian Grillitsch (Sp. Braga) foi aposta ao intervalo.
Recorde o desenrolar deste duelo.
Num primeiro tempo de sentido único, a Áustria revelou-se paciente e organizada a princípio, não arriscando nos contra-ataques. Sem desesperar, a Espanha embateu na muralha dos pupilos de Rangnick até à pausa para hidratação. Na sequência do “time-out”, Dani Olmo descobriu as coordenadas para alcançar a pequena área. Todavia, um corte milagroso do defesa Posch evitou o golo. Estavam decorridos 30 minutos.
Entre intervenções do guardião Schlager, a “Roja” só demorou mais seis minutos para inaugurar o marcador. Pelo meio com Baena e Pedri, e com Cucurella pela esquerda, a Áustria limitou-se a observar a orquestra, com o esférico a terminar no pé de Oyarzabal.
Pacato e subtil, o avançado fez um passe para a baliza.
Domínio espanhol na 1ª parte materializado por Oyarzabal 🇪🇸#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #Espanha #Áustria #betano pic.twitter.com/pE8yewDfPW
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Antes da pausa, a Áustria até ensaiou contra-ataques, mas a Espanha ameaçou novo golo. Decorria o minuto 45+3 quando Baena enviou um livre direto à barra e Yamal viu Schlager travar a recarga.
Espanha não desacelera
Já com Chukwuemeka e Grillitsch em cena, a campeã da Europa conseguiu o segundo golo com naturalidade, uma vez que a Áustria só ensaiava contra-ataques com iniciativas individuais, sem qualquer perigo.
O relógio decalcava o minuto 66, Baena entrou na área e picou o esférico para Porro, que voou para a estreia a marcar no Mundial 2026.
Cabeçada de Porro para o segundo da Espanha 🥵#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #Espanha #Áustria #betano pic.twitter.com/WYJwE0rpGJ
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A ritmo de passeio, Cucurella desfilou pela esquerda e desferiu um belo arco para o meio, onde Oyarzabal teve tempo e espaço para bisar, atingindo o quarto golo no Mundial 2026 e reforçando o estatuto de melhor marcador da “Roja”.
Numa eliminatória pouco emocionante, a Espanha podia ter goleado, até porque dominou em toda a linha: posse (64 por cento), remates (23-5), remates enquadrados (10-0) e cantos (9-0). À Áustria valeu o guarda-redes Schlager e o capitão Alaba.
Bis de Oyarzabal fecha a vitória espanhola rumo aos oitavos 🔒#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #Espanha #Áustria #betano pic.twitter.com/gw3Vn6wmWb
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Sem golos sofridos em quatro jogos, a Espanha avança para os oitavos de final e espera por Portugal ou Croácia. A eliminatória está agendada para Arlington (Texas), na noite de segunda-feira (20h).
Nos “quartos”, a Espanha pode defrontar Estados Unidos ou Bélgica, a 10 de julho (20h).
A Figura: Oyarzabal, o goleador silencioso
Pouco importado com o mediatismo, o “falso 9” continua a posicionar-se nos lugares certos nos momentos ideais, surpreendendo as defesas. Inaugurou o marcador e aplicou o 3-0 quando a eliminatória há muito estava decidida. Além disso, fez seis remates, sofreu duas faltas, conseguiu um corte, recuperou a posse por duas vezes e levou a melhor em três duelos. Oyarzabal continua a ser importante no xadrez de De La Fuente, sobretudo para desconstruir a resistência adversária.
O Momento: Olmo encontrou a rota, minuto 30
Antes de Oyarzabal inaugurar o marcador, Dani Olmo foi o primeiro a alcançar a pequena área da Áustria. Depois da pausa para hidratação, o médio ofensivo espreitou o golo e só o defesa Posch evitou esse desfecho. A partir desse momento, a Espanha reforçou a pressão e o ritmo, aprimorou a construção em todos os setores e deixou a Áustria desnorteada. Em suma, venceu sem peripécias.
