Da águia ao tubarão, da Antiguidade à Contemporaneidade, o Mundial concentra séculos de história e rivalidades impossíveis de apagar. A geopolítica e a heráldica entram em campo antes de a bola rolar
O entusiasmo em torno do Mundial alavanca a curiosidade sobre cores, tradições, símbolos e bandeiras de cada seleção, promovendo a coexistência cultural. Pela primeira vez, o Campeonato do Mundo conta com 48 nações, o que permite incluir estreantes como Curaçau – situado nas Caraíbas, a Norte da Venezuela – Uzbequistão, Jordânia e Cabo Verde.
Por EUA, México e Canadá vão desfilar 48 brasões, ora minimalistas, ora caóticos, mas nunca iguais. A heráldica – a ciência que estuda os brasões e os escudos de armas – entra em campo na camisola, no peito dos protagonistas. Há formatos, tons, animais, relatos medievais, impérios, séculos e rivalidades para todos os gostos.
Da águia ao leão, do elefante ao leopardo e sem esquecer o tubarão de Cabo Verde.
Das 48 seleções no Mundial 2026, 13 participaram no Euro 2024 (Portugal, Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Croácia, Países Baixos, Suíça, Chéquia, Turquia, Escócia, Croácia, Áustria). Por isso, o Maisfutebol retomou o contacto com Miguel Metelo de Seixas, investigador do Instituto de Estudos Medievais na Universidade Nova de Lisboa.
Este apaixonado por heráldica abriu o mapa-mundo, afinou a bússola e a máquina do tempo, percorreu a biblioteca e ajudou a compor uma rota única, ligando oceanos e nações recônditas.
