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Quando as camisolas dos guarda-redes viraram protagonistas de um Mundial

11 jun, 19:01
Jorge Campos (AP Photo/Doug Mills)
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FIO DE JOGO || Os designs de Jorge Campos deixaram toda a gente de boca aberta, mas o pequeno guarda-redes do México está longe de ser caso único

O que veste cada seleção é um dos principais temas entre os adeptos e a imprensa na antecâmara de cada grande competição futebolística. Fazem-se rankings, critica-se a Nike, a Adidas e a Puma mas, apesar de tudo, gasta-se muito dinheiro, não só em camisolas verdadeiras.

Vários equipamentos, como o segundo de Curaçau e o primeiro do México, conquistaram adeptos em todo o mundo e chegaram inclusivamente a esgotar nas lojas oficiais. O Mundial deste ano recupera também uma das marcas do anterior mundial realizado em solo norte-americano: as espampanantes camisolas de guarda-redes. Este ano, a Nike decidiu ser arrojada e desenhou um padrão com uma estrela e símbolos ao meio, quebrando com a monotonia a que há muito estes equipamentos estavam condenados - somos particularmente fãs do design da França.

Ainda assim, nenhuma delas chega perto da loucura que o mundo presenciou através das televisões em 1994. À cabeça, Jorge Campos. O guarda-redes mexicano de 1,70 metros começou a dar nas vistas no início dos anos 90 não apenas pela baixa estatura, mas também pelos conjuntos coloridos e desconcertantes que usava na seleção e no clube, o Pumas UNAM. O Mundial dos EUA foi o palco perfeito para o mexicano exibir os seus designs, alguns deles mesmo próprios - conseguiu que as marcas que patrocinavam as equipas colassem os seus logótipos a equipamentos que não eram seus.

Na retina ficaram os designs utilizados contra Irlanda e Noruega.

Jorge Campos comemora a vitória do México por 2-1 sobre a Irlanda, num jogo da primeira jornada da fase de grupos do Campeonato do Mundo de 1994 no Citrus Bowl, 24 de junho de 1994, em Orlando, Flórida. (AP Photo/Lynne Sladky)

Outro que foi estrela e até saiu de lá com a medalha de campeão foi Claudio Taffarel. O guardião brasileiro vestiu um equipamento da Umbro que, embora não tão vistoso como os de Campos, captava a atenção suficiente e tinha um design que recorria exclusivamente às cores nacionais do Brasil, algo que o valoriza.

Taffarel comemora depois de Roberto Baggio ter falhado a grande penalidade no desempate por penáltis na final do Mundial de 1994 (AP Photo/Thomas Kienzle)

Do outro lado da baliza na final no Rose Bowl estava Gianluca Pagliuca. O italiano, que se transferiu nesse ano da Sampdoria para o Inter de Milão por uma verba recorde para um guarda-redes, foi a cobaia da Diadora e do seu design disruptivo. Dá-nos a ideia de que não pensaram num espaço para o número frontal quando desenharam o equipamento.

Gianluca Pagliuca durante a semifinal do Campeonato do Mundo da FIFA entre a Bulgária e a Itália, no Giants Stadium, em East Rutherford, 13 de julho de 1994, em Nova Jérsia, Estados Unidos (Richard Sellers/Sportsphoto/Allstar via Getty Images)

Nesse Mundial, a Adidas também lançou a sua linha de camisolas de guarda-redes com um template geral para algumas das suas equipas. O desenho não é particularmente bonito, mas as centenas de linhas tornam-no diferenciado. O guarda-redes nigeriano Peter Rufai, com uma passagem marcante por Portugal pelo Farense, mas também pelo Gil Vicente, foi um dos privilegiados que utilizou uma destas camisolas.

Peter Rufai em ação durante o jogo dos oitavos de final do Campeonato do Mundo entre a Nigéria e a Itália, no Estádio Foxboro, em Foxborough, 5 de julho de 1994, em Massachusetts, Estados Unidos Richard Sellers/Sportsphoto/Allstar via Getty Images)
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