FIO DE JOGO || Os designs de Jorge Campos deixaram toda a gente de boca aberta, mas o pequeno guarda-redes do México está longe de ser caso único
O que veste cada seleção é um dos principais temas entre os adeptos e a imprensa na antecâmara de cada grande competição futebolística. Fazem-se rankings, critica-se a Nike, a Adidas e a Puma mas, apesar de tudo, gasta-se muito dinheiro, não só em camisolas verdadeiras.
Vários equipamentos, como o segundo de Curaçau e o primeiro do México, conquistaram adeptos em todo o mundo e chegaram inclusivamente a esgotar nas lojas oficiais. O Mundial deste ano recupera também uma das marcas do anterior mundial realizado em solo norte-americano: as espampanantes camisolas de guarda-redes. Este ano, a Nike decidiu ser arrojada e desenhou um padrão com uma estrela e símbolos ao meio, quebrando com a monotonia a que há muito estes equipamentos estavam condenados - somos particularmente fãs do design da França.
Ainda assim, nenhuma delas chega perto da loucura que o mundo presenciou através das televisões em 1994. À cabeça, Jorge Campos. O guarda-redes mexicano de 1,70 metros começou a dar nas vistas no início dos anos 90 não apenas pela baixa estatura, mas também pelos conjuntos coloridos e desconcertantes que usava na seleção e no clube, o Pumas UNAM. O Mundial dos EUA foi o palco perfeito para o mexicano exibir os seus designs, alguns deles mesmo próprios - conseguiu que as marcas que patrocinavam as equipas colassem os seus logótipos a equipamentos que não eram seus.
Na retina ficaram os designs utilizados contra Irlanda e Noruega.
Outro que foi estrela e até saiu de lá com a medalha de campeão foi Claudio Taffarel. O guardião brasileiro vestiu um equipamento da Umbro que, embora não tão vistoso como os de Campos, captava a atenção suficiente e tinha um design que recorria exclusivamente às cores nacionais do Brasil, algo que o valoriza.
Do outro lado da baliza na final no Rose Bowl estava Gianluca Pagliuca. O italiano, que se transferiu nesse ano da Sampdoria para o Inter de Milão por uma verba recorde para um guarda-redes, foi a cobaia da Diadora e do seu design disruptivo. Dá-nos a ideia de que não pensaram num espaço para o número frontal quando desenharam o equipamento.
Nesse Mundial, a Adidas também lançou a sua linha de camisolas de guarda-redes com um template geral para algumas das suas equipas. O desenho não é particularmente bonito, mas as centenas de linhas tornam-no diferenciado. O guarda-redes nigeriano Peter Rufai, com uma passagem marcante por Portugal pelo Farense, mas também pelo Gil Vicente, foi um dos privilegiados que utilizou uma destas camisolas.
