Mundial 2026: Costa do Marfim-Noruega, 1-2 (crónica)

30 jun, 20:37
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Haaland gela elefantes

A Noruega venceu a Costa do Marfim por 2-1, em Dallas, e tornou-se na primeira seleção europeia a garantir uma vaga nos oitavos de final do Mundial 2026, marcando encontro com o Brasil de Carlo Ancelotti. Um grande jogo de futebol com duas equipas com o mesmo esquema tático, mas com abordagens bem distintas. Os elefantes ofereceram boa réplica, chegaram a estar por cima do jogo, lutaram até ao fim, mas caíram, ao minuto 86, com um golo do incontornável Erling Haaland.

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Duas seleções que se apresentaram em «espelho», isto é, com o mesmo esquema tático (4x3x3) sobre o relvado, mas com a Noruega, com um futebol mais apoiado, a conseguir mais posse de bola, pelo menos, nos instantes iniciais, face a uma Costa do Marfim mais talhada para as transições. Os elefantes deixavam os noruegueses subirem no campo para depois explorarem as transições rápidas do trio da frente, mais uma vez, com destaque para as incursões de Yan Diomade, um dos destaques deste Mundial e alvo de mercado do PSG, sobre a esquerda.

No entanto, o domínio norueguês não durou muito tempo, pelo contrário, foi-se dissolvendo de forma acentuada, à medida que os elefantes foram assentando o seu jogo e ganhando confiança, depois de perceberem os terrenos que os vikings pretendiam pisar. A verdade é que Sorloth, Haaaland e Nusa foram ficando cada vez mais distantes da baliza de Fofana e a Costa do Marfim tinha cada vez mais bola.

A Noruega começava a sentir tremendas dificuldades para conseguir profundidade, com os elefantes a acertarem bem nas marcações e fecharem todos os caminhos para a baliza de Fofana. Depois, a Costa do Marfim praticava um futebol bem mais vertical, sobretudo pela esquerda, onde Konan e Yam Diomande jogavam de olhos fechados.

Foi neste cenário, com a Costa do Marfim a criar as primeiras oportunidades do jogo, que a Noruega…chegou ao golo.

De forma inesperada, Odegaard encontrou Antonio Nusa destacado sobre a esquerda e o avançado do Leipzig, depois de tirar Doué da frente, surpreendeu tudo e todos com um espetacular remate em arco, fazendo a bola entrar junto ao segundo poste.

Um grande golo que veio baralhar as forças do jogo. Nos momentos que se seguiram, os elefantes perderam o norte e, até ao intervalo, os vikings tiveram oportunidades claras para aumentar a vantagem, por Haaland, Berg e Sorloth.

Elefantes arriscam e ganham aposta

A segunda parte começou com a Costa do Marfim declaradamente ao ataque e a tirar proveito dos trinta metros cedidos pela Noruega que, à espera da reação do adversário, recuou para depois explorar as transições.

Um novo cenário acentuado pelas primeiras opções dos treinadores. Emerse Faé lançou Amad Diallo e Elyie Wahi para a frente de ataque, desviando Nicolas Pepé e Yam Diomande para os corredores, num figurino mais ofensivo, agora em 4x4x2 que muitas vezes se transformava num 4x2x4.

Do outro lado, Stale Solbakken também artilhou a sua equipa para as transições, lançando o benfiquista Schjelderup e Oscar Bobb, que foi jogador de marco Silva, no Fulham, para a contenda.

A Noruega até parecia estar a conseguir travar o ímpeto com que os elefantes entraram na segunda parte, mas já não conseguiram travar um arranque imparável de Amad Diallo sobre a direita. O jogador do Manchester United levou tudo à frente, aos repelões, até colocar a bola na baliza de Nyland. Estava feito o empate, de forma justa, a pouco mais de quinze minutos do final.

Haaland diz «presente»!

O jogo ficou definitivamente partido, com mais espaços para os dois lados e Solbakken lançou também Aursnes para a defesa do flanco direito, uma posição que o benfiquista tantas vezes assumiu a jogar de águia ao peito. E foi da direita que começou a ser desenhado o golo que decidiu esta eliminatória.

Um lance que começa com um passe de rotura de Oscar Bobb a lançar Berg para as costas de Konan e com o médio a atacar a profundidade, antes de cruzar atrasado para Haaland. Ficou a ideia que o possante avançado tentou apenas receber a bola, mas esta, já ensinada, encaminhou-se para a baliza, surpreendendo Fofana e o próprio avançado.

Faltavam menos de cinco minutos para o final e os vikings voltavam a festejar nas bancadas.

Os elefantes ainda arriscaram tudo até ao último suspiro e estiveram muito perto de voltar a empatar o jogo, num livre marcado por Amad Diallo. A bola parecia que ia entrar ao ângulo, mas Nyland, suplente de Vlachodimos no Sevilha, afastou-a, com uma espetacular estirada.

Já não houve mais tempo e a festa foi mesmo dos vikings.

Fica, assim, marcado mais um grande jogo, com a Noruega de Haaland a defrontar o Brasil de Vinicius nos oitavos de final.

Figura do jogo: Haaland não jogou muito, mas decidiu

Esteve muito tempo fora do jogo, com a Noruega a demonstrar tremendas dificuldades para conseguir profundidade, mas acabou por ser mais uma vez determinante, num golo que até parece foi marcado sem querer. Ficou a ideia de que o avançado tentou apenas receber o cruzamento de Berg, mas a bola escapou-lhe para a frente e acabou dentro da baliza de Fofana. Haaland encolheu os ombros, mas estava feito.

Momento do jogo: a espetacular defesa de Nyland a fechar o jogo

A Costa do Marfim nunca baixou os braços e já em tempo de compensação esteve muito perto de marcar e levar o jogo para prolongamento. Foi num livre de Amad Diallo que levou a bola ao ângulo, mas Nyland correspondeu com uma das melhores defesas deste Mundial e segurou com as luvas a qualificação da Noruega.

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